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Tecnologia usa inteligência artificial na tentativa de trazer o dodô de volta à vida

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Empresa americana desenvolve plataforma que pode ajudar a recriar espécies extintas, incluindo o icônico dodô.

Ilustração de uma ave extinta sendo estudada por cientistas com recursos tecnológicos avançados.
Imagem: Folha de S.Paulo

A Colossal Biosciences anunciou uma plataforma de IA capaz de identificar mudanças no DNA de espécies extintas. O projeto mais recente visa reviver o dodô, ave que desapareceu no século 17, usando técnicas avançadas de edição genética.

Segundo a empresa americana Colossal Biosciences, uma nova plataforma de inteligência artificial chamada GenoMorph tem o potencial de ajudar na desextinção de espécies que sumiram há centenas, milhares ou milhões de anos. O foco principal, segundo fontes da própria companhia, é o dodô (Raphus cucullatus), uma ave que habitava as Ilhas Maurício e foi extinta há séculos. A tecnologia combina informações genéticas e modelos tridimensionais para auxiliar os cientistas na identificação de quais alterações no DNA de espécies extintas precisam ser reproduzidas para recuperar suas características físicas. Ainda de acordo com a empresa, um dos maiores desafios nesse processo é trabalhar com o limitado material genético disponível, uma vez que, geralmente, há poucos genomas completos de espécies extintas para comparação. Segundo Ben Lamm, CEO da Colossal, 'normalmente, os cientistas podem comparar muitos genomas para entender quais diferenças genéticas são responsáveis por determinadas características, mas não temos esse privilégio com espécies extintas, cujo DNA é extremamente limitado'.

Entretanto, a companhia afirma estar nos estágios finais da análise do genoma do dodô, que atualmente está 95% completo. A expectativa é que esses avanços possam acelerar os estudos relacionados às edições genéticas necessárias para trazer a ave de volta, embora até agora a empresa não tenha divulgado um prazo concreto para o nascimento de um dodô revivido. Ainda no ano passado, a Colossal afirmou ter modificado 20 regiões do DNA de lobos modernos para criar filhotes com características de lobos-gigantes, espécies também extintas há milhares de anos.

O método proposto para recriar o dodô envolve a edição genética de células de espécies próximas, como o pombo-de-nicobar, que é seu parente mais próximo e ainda vive no Sudeste Asiático. Este pombo possui penas iridescentes verdes e acobreadas e é capaz de voar, diferentemente do dodô, que perdeu essa habilidade ao longo do tempo. Segundo a equipe por trás do projeto, o objetivo é incorporar características do dodô ao DNA do pombo e, assim, criar uma nova geração que possa, futuramente, ser inserida em embriões para gerar uma ave com traços do extinto.

Apesar do avanço, o projeto ainda mantém muitas etapas pela frente, incluindo testes de viabilidade das edições genéticas e questões éticas relacionadas à sua utilização. A Colossal não confirmou se há uma previsão de quando um dodô revitalizado poderá nascer, e o clube não se pronunciou oficialmente sobre detalhes do cronograma. Essa iniciativa reveste-se de grande interesse porque, se bem-sucedida, pode marcar um marco na biotecnologia, demonstrando novas possibilidades para recuperar espécies ameaçadas ou até extintas, usando uma combinação de inteligência artificial e edição do DNA.

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O que sabemos?

  • A Colossal Biosciences desenvolveu uma plataforma de IA chamada GenoMorph.
  • A tecnologia combina informações genéticas e modelos tridimensionais.
  • Foca na desextinção do dodô, ave extinta no século 17.
  • O genoma do dodô está agora 95% completo, segundo a empresa.
  • A empresa também modificou DNA de lobos para criar filhotes com características de espécies extintas.

Fontes

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