Tecnologia

Equipe de pesquisa na Turquia investiga formação rochosa ligada à lenda da Arca de Noé

Em apuração ?

Descobertas preliminares geram novo debate sobre origem da formação em Durupınar

Formação rochosa semelhante a um barco em Durupınar, Turquia
Imagem: G1

Uma equipe da Universidade Cumhuriyet de Sivas está examinando uma formação rochosa em Durupınar, na Turquia, que há décadas atrai especulações sobre ser os restos da Arca de Noé. As análises laboratoriais estão em andamento, enquanto declarações não oficiais alimentam diferentes interpretações.

Uma curiosidade que perdura há quase 70 anos voltou a ganhar atenção neste mês na Turquia, depois que uma equipe de pesquisadores da Universidade Cumhuriyet de Sivas começou a investigar uma formação geológica em Durupınar, próxima à fronteira com o Irã. Segundo informações ainda não confirmadas oficialmente, essas análises acontecem no âmbito de um projeto que busca entender se a formação, que lembra uma embarcação, poderia realmente ser os restos petrificados da Arca de Noé, conforme a tradição bíblica.

A formação, conhecida como Durupınar, leva esse nome do capitão do Exército turco İlhan Durupınar. Em 1959, ao analisar fotografias aéreas, ele percebeu que essa estrutura natural tinha uma forma muito semelhante a um barco. Desde então, o local vem sendo associado à lenda do dilúvio descrita no livro do Gênesis, que relata Deus decidindo destruir o mundo com um grande dilúvio, e Noé construindo uma arca para salvar animais e sua família. Em 1960, uma expedição patrocinada por uma fundação de pesquisa arqueológica dos Estados Unidos, liderada pelo evangelista George Vandeman e pelo especialista em fotografias aéreas Arthur Brandenberger, visitou o local com a esperança de identificar vestígios de uma embarcação petrificada. Na ocasião, o resultado apontou que a estrutura, na visão dos pesquisadores, tinha origem geológica, o que confirmou sua naturalidade até então.

O novo movimento de investigação, porém, gerou repercussão nas redes sociais ao divulgar que as análises laboratoriais preliminares apontariam para uma estrutura compatível com uma embarcação, ao contrário das conclusões antigas. Ainda assim, a própria equipe envolvida afirmou à reportagem que os estudos ainda estão em andamento e que, até o momento, não há uma confirmação definitiva sobre a origem da formação. O que se sabe, por enquanto, é que há análises sendo feitas para determinar se há alguma evidência de intervenção humana ou de estrutura petrificada de origem artificial. Enquanto isso, as redes sociais e alguns veículos de imprensa, especialmente os britânicos e americanos, têm emitido declarações mais categóricas, alegando que as imagens de varredura mostram uma estrutura de origem humana e “100% não geológica”.

Segundo uma das fontes do projeto, as análises laboratoriais ainda estão em fase inicial, e a equipe mantém cautela ao falar em possíveis descobertas. A associação do local à narrativa bíblica, contudo, continua forte entre o público que acompanha o caso, alimentando a fantasia de uma possível confirmação da lendária arca. O Durupınar, por sua vez, permanece como uma formação natural composta por sedimentos ricos em óxidos de ferro, o que também reforça a sua origem geológica. Ainda não há uma posição oficial das instituições de pesquisa turcas ou internacionais sobre o resultado final do estudo.

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O que sabemos?

  • Uma equipe de pesquisadores na Turquia investiga uma formação rochosa chamada Durupınar.
  • A formação foi descoberta em 1959, por meio de fotografias aéreas feitas por İlhan Durupınar.
  • A formação tem formato semelhante a um barco e está próxima ao Monte Ararat.
  • Expedições anteriores em 1960 concluíram que a estrutura possui origem natural, não artificial.
  • Análises laboratoriais atuais estão em andamento, sem confirmação oficial do resultado.

Fontes

  • G1 imprensa
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