Mineradora canadense amplia exploração de terras raras em Minas Gerais e considera venda do projeto
Descobertas em estudo inicial podem atrair investidores e mudar o cenário de minerais estratégicos no Brasil
A Libra Energy Materials, de origem canadense, ampliou sua área de exploração em Minas Gerais e avalia alternativas, incluindo venda ou parceria, para o projeto Penelope, que indica potencial de terras raras na região.
A mineradora canadense Libra Energy Materials ampliou suas operações em Minas Gerais ao expandir a área de suas buscas por terras raras no projeto denominado Penelope. Segundo informações divulgadas pela própria empresa na terça-feira (20), a companhia concluiu sua primeira campanha de sondagens no Brasil, com 22 perfurações que somaram aproximadamente 261 metros, e identificou novas zonas de enriquecimento de minerais na superfície, potencialmente valorizados por sua importância tecnológica.
Durante essa fase inicial, que ainda não inclui estimativas de recursos minerais nem estudos de viabilidade econômica, os resultados mostraram que de dez perfurações feitas, pelo menos uma apresentava concentrações superiores a 500 partes por milhão de óxidos totais de terras raras. Além dessas, também foram detectadas concentrações de elementos como gálio – utilizado na fabricação de semicondutores – além de registros anteriores de nióbio e tântalo na mesma área. Ainda assim, a companhia alertou que o projeto está em estágio bastante preliminar e que não há ainda detalhes sobre as taxas de recuperação desses elementos ou perspectivas de produção comercial.
Apesar do potencial evidenciado, o CEO da Libra, Koby Kushner, declarou que o projeto Penelope ainda não faz parte das prioridades de longo prazo da empresa, que atualmente concentra seus investimentos em projetos de lítio no Canadá. Kushner afirmou: "Embora os resultados indicarem potencial geológico, o projeto brasileiro não é uma prioridade para nossa estratégia de longo prazo, mas oferece oportunidades de monetização, potencialmente via venda, joint ventures ou acordos de compra progressiva de participação". Essa estratégia, comum entre pequenas mineradoras conhecidas como junior mining companies, permite que elas identifiquem e desenvolvam projetos de forma inicial e posteriormente vendam ou parceirem com empresas maiores que possam explorar comercialmente os recursos.
Até o momento, a Libra Energy não confirmou se recebeu propostas de possíveis investidores ou compradores, nem estabeleceu um valor para eventual venda do ativo. A empresa deixou claro que a prioridade agora está em seus projetos de lítio, especialmente os locais chamados Cisco West e Obamska, na região de Quebec, no Canadá.
A ampliação da área de exploração e os resultados preliminares trazem à tona o interesse crescente pela mineração de terras raras no Brasil, um setor de grande importância para tecnologia e energia renovável, mas cujo desenvolvimento ainda é incipiente. Ainda não há uma decisão oficial sobre o potencial de comercialização do projeto Penelope, que permanece em fase de exploração inicial, aguardando estudos mais aprofundados e possíveis parcerias que possam transformar o potencial identificado em uma operação econômica real.
O que sabemos?
- A Libra Energy Materials ampliou sua área de exploração de terras raras em Minas Gerais.
- A campanha de sondagens teve 22 perfurações, totalizando aproximadamente 261 metros.
- De 10 perfurações, pelo menos uma apresentou concentrações superiores a 500 ppm de terras raras.
- Foram identificados também gálio, nióbio e tântalo na área de exploração.
- O projeto Penelope ainda está em estágio inicial sem estimativa de recursos ou estudo de viabilidade econômica.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





