FMI e OCDE alertam para risco de disparidade no avanço da inteligência artificial
Especialistas apontam que países mais pobres podem ficar para trás sem melhorias em infraestrutura e habilidades digitais
Autoridades do FMI e da OCDE alertam que, embora a IA possa impulsionar o crescimento global, a desigualdade entre países e grupos econômicos pode se aprofundar se não houver investimentos em energia, infraestrutura digital e qualificação profissional.
Segundo especialistas do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a inteligência artificial (IA) tem potencial para impulsionar significativamente o economia mundial. No entanto, esses avanços trazem também preocupações importantes sobre a ampliação das disparidades econômicas entre nações e grupos dentro delas. Em um recente fórum de mercados globais, a diretora adjunta do Departamento de Assuntos Fiscais do FMI, Era Dabla-Norris, destacou que países em desenvolvimento enfrentam desafios críticos na adoção e disseminação da IA, o que pode limitar seus benefícios ao crescimento econômico.
De acordo com as autoridades, a adoção eficaz da IA pode acrescentar até 0,5% ao crescimento global anual no médio prazo. Ainda assim, os dados atuais indicam que os ganhos de produtividade decorrentes dessa tecnologia ainda são modestos, o que reforça a necessidade de melhorias no acesso à energia, à infraestrutura digital e à qualificação das habilidades profissionais. A OCDE estima que, para seus países-membros, a IA pode aumentar o crescimento da produtividade entre 0,4% e 1,2% por ano. Esses números mostram uma grande esperança de avanço econômico, mas também uma preocupação de que os benefícios não serão distribuídos de forma uniforme.
O momento é agravado por investimentos bilionários realizados em chips e infraestrutura de IA, que têm sustentado o crescimento global e impulsionado mercados de ações a níveis recordes. Porém, as autoridades advogam que esses esforços podem não ser suficientes para garantir uma participação mais ampla, especialmente entre os países mais pobres, pequenas empresas e trabalhadores mais jovens. Segundo ainda a fonte, há o risco de esses grupos ficarem excluídos do potencial de transformação que a IA pode proporcionar, caso as melhorias necessárias em infraestrutura e capacitação não sejam implementadas de forma acelerada.
Para entender o peso dessa questão, é importante destacar que a disparidade no acesso à tecnologia e às habilidades digitais pode aprofundar desigualdades existentes, criando uma divisão ainda maior entre países ricos e pobres. Até o momento, os ganhos de produtividade provenientes da IA em várias economias ainda não alcançaram o potencial esperado, o que reforça a necessidade de políticas públicas que promovam inclusão digital e formação adequada. Assim, o que se espera é que, com os investimentos corretos, a IA possa contribuir para uma economia mais eficiente e equilibrada no futuro próximo.
O que sabemos?
- FMI e OCDE alertam sobre disparidade gerada pela IA
- A adoção eficaz da IA pode acrescentar até 0,5% ao crescimento global anual
- Investimentos bilionários em chips e infraestrutura de IA sustentam o crescimento mundial
- Desafios na inclusão digital e qualificação podem limitar benefícios da IA
- Dados atuais mostram ganhos de produtividade menores do que o potencial estimado
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa
- UOL Notícias imprensa





