Professores enfrentam desafio na era da inteligência artificial na educação
Especialistas alertam sobre a necessidade de formação contínua para educadores diante das mudanças tecnológicas
A crescente presença de inteligências artificiais no ambiente escolar traz benefícios, mas também destaca a importância da formação de professores para o uso crítico dessas ferramentas.
Vivemos um momento de profundas transformações no campo da educação, impulsionadas pelo avanço das inteligências artificiais (IAs) que, cada vez mais, atuam como assistentes, terapeutas, amigos virtuais e até parceiros na aprendizagem. Segundo uma fonte vinculada ao Instituto Palavra Aberta, essas tecnologias criam a sensação de que tudo é fácil e intuitivo, o que pode levar a uma falsa impressão de autossuficiência por parte de estudantes e professores. A preocupação é que, mesmo diante desses facilitadores, o letramento digital e midiático ainda são deficientes na maior parte dos ambientes escolares.
De acordo com a mesma fonte, os chamados nativos digitais, que crescem imersos nesse universo, ainda necessitam de orientação para navegar com segurança e desenvolver habilidades críticas frente às informações disponíveis. Para isso, o papel do professor se mantém fundamental, pois ele atua na construção de sentido, na reflexão ética e na humanização do ensino. Enquanto as IAs fornecem respostas rápidas e aparentemente prontas, é a ação pedagógica do educador que consegue perceber o contexto emocional do aluno, identificar dificuldades que vão além do conteúdo e criar um ambiente que valorize o erro como parte do processo de aprendizagem.
No entanto, a própria formação dos professores revela-se um desafio importante. Segundo dados de uma pesquisa recente, 92% dos docentes buscam referências de forma independente, e apenas 54% tiveram algum tipo de formação específica sobre tecnologias digitais. O cenário aponta para a urgência de investimentos em formação continuada, para que os professores possam entender, manipular e orientar o uso dessas ferramentas de modo crítico e ético. Nesse sentido, as iniciativas de diálogos, escuta e construção coletiva entre equipes pedagógicas se tornam essenciais para enfrentar as mudanças aceleradas na área.
O andamento da tecnologia na educação não mostrou sinais de desaceleração, o que torna imprescindível que as secretarias de educação, municipais e estaduais, reforcem o apoio aos docentes através de cursos e recursos alinhados às diretrizes curriculares nacionais, como a BNCC e o CNE. Ainda assim, espera-se que novas investigações confirmem oficialmente esses números ou que outras fontes possam ampliar o entendimento sobre o cenário, já que, por enquanto, a informação disponível é baseada em dados de uma única fonte e ainda não foi confirmada oficialmente.
O que sabemos?
- Maioria dos professores busca referências sozinhos (92%)
- Só 54% dos docentes têm formação em tecnologias digitais
- Necessidade de formação continuada é urgente
- Integração de IA na educação ainda é incipiente
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa





