Tecnologia

Meta aposta nos óculos de realidade aumentada com inteligência artificial

Em apuração ?

Empresa lança novos dispositivos visando o futuro da computação pessoal, mas enfrenta debate sobre privacidade

Imagem representando os novos óculos de realidade aumentada da Meta
Imagem: CNN Brasil

A Meta revelou uma nova linha de óculos de realidade aumentada que integra inteligência artificial, visando transformar a experiência digital cotidiana. A novidade inclui versões com e sem câmera, apresentando avanços tecnológicos e preocupações com privacidade.

Recentemente, a Meta anunciou uma série de novos dispositivos de realidade aumentada, destacando uma aposta de uma década em uma nova fase da computação pessoal. Segundo fontes ligadas à empresa, o foco é tornar os óculos inteligentes mais acessíveis e integrados ao cotidiano, competindo com outros dispositivos de tecnologia wearable, como os recém-lançados óculos da Samsung. A novidade não se trata apenas de moda ou tecnologia prática; há um forte componente de inteligência artificial embutido nesses aparelhos.

Um dos principais lançamentos foi um modelo semelhante a um par de óculos de sol de tamanho gigante, que pesa cerca de 99 gramas — bem mais leve do que os headsets de realidade virtual da mesma empresa, que chegam a pesar aproximadamente 510 gramas. A estratégia é que os componentes de computação fiquem em um módulo separado conectado por um fio aos óculos, o que permite maior leveza. Segundo o vice-presidente de realidade virtual da Meta, essa tecnologia permite transformar os óculos em um substituto para computadores e televisores, com funções como assistir a filmes ou trabalhar em várias telas, semelhantes às que usamos em laptops ou monitores de tela plana.

Enquanto isso, a Meta também expandiu sua linha de óculos Ray-Ban com inteligência artificial, que agora não possuem câmera — um recurso bastante controverso que gerou debates sobre privacidade. Esses modelos mais recentes vêm equipados com microfones e alto-falantes, possibilitando que o usuário ouça músicas, receba chamadas e interaja com um assistente de IA, parecido com uma versão mais sofisticada de fones de ouvido como os AirPods. Segundo fontes, a intenção é que os óculos possam ser usados o dia todo, como uma peça de moda funcional, eliminando assim as preocupações relacionadas à privacidade que surgiram com versões anteriores com câmera.

Essas iniciativas fazem parte de uma estratégia maior da Meta de se firmar como uma das principais empresas de tecnologia no segmento de dispositivos wearables, tentando se consolidar na próxima grande fase da relação entre humanos e computadores. Ainda não há confirmações oficiais sobre o impacto dessas novas tecnologias, mas a expectativa é que elas possam expandir a forma como interagimos com o mundo digital, especialmente com a integração de inteligência artificial. Contudo, as reações ao uso desses dispositivos permanecem divididas, principalmente quanto às questões de privacidade, que continuam sendo alvo de debates e preocupações globais.

Enquanto a Meta prepara o lançamento oficial e os consumidores avaliam as novidades, estudiosos e especialistas questionam se essa aposta realmente trará a revolução prometida ou se enfrentará os mesmos obstáculos dos projetos anteriores da empresa, como o fracasso do metaverso. O futuro desses óculos inteligentes ainda é incerto, mas o que é certo é que a companhia parece firme na intenção de transformá-los na próxima grande plataforma de computação pessoal, ao mesmo tempo em que tenta equilibrar inovação e privacidade.

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O que sabemos?

  • Meta lançou novos óculos de realidade aumentada e inteligência artificial.
  • Os óculos estão mais leves e parecem substituir computadores e TVs.
  • Versões sem câmera foram criadas em resposta a preocupação com privacidade.
  • A companhia afirma que os dispositivos podem ser usados o dia todo, como acessórios de moda.
  • A estratégia inclui competir com produtos de empresas como Samsung e Apple.

Fontes

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