Tecnologia

Cientistas investigam possibilidade de vestígios de tecnologia alienígena na Lua

Em apuração ?

Estudo teórico sugere uma nova estratégia para detectar sinais de civilizações antigas no satélite natural

Imagem ilustrativa da superfície lunar com partículas microscópicas ao fundo
Imagem: Olhar Digital

Pesquisa aponta que partículas microscópicas de origem interestelar poderiam carregar vestígios de tecnologias alienígenas que desapareceram há bilhões de anos na Lua. Ainda não há confirmação de evidências concretas.

Pesquisadores de universidades renomadas e do SETI Institute estão explorando uma abordagem inédita para buscar possíveis sinais de civilizações alienígenas antigas na Lua. Segundo uma publicação feita em 23 de junho na plataforma de pré-publicações arXiv, esses cientistas propõem que resíduos de tecnologia extraterrestre, se existentes, poderiam estar presentes na poeira interestelar que se acumula na superfície lunar ao longo de bilhões de anos.

Ao contrário do que ocorre na Terra, a Lua não possui uma atmosfera significativa nem um campo magnético forte, o que faz com que sua superfície esteja aberta às ações do espaço. Ela fica exposta ao vácuo e sofre impacto constante de meteoritos e partículas microscópicas originadas do Sistema Solar e de regiões mais distantes do universo. Segundo o estudo, essas partículas podem carregar vestígios de civilizações de outros sistemas estelares que poderiam ter existido há bilhões de anos e desaparecido, deixando rastros microscópicos de tecnologias avançadas.

O estudo, conduzido por Lewis Pinault, cientista planetário da University College London e membro do SETI Institute, argumenta que fragmentos tecnológicos com até três micrômetros — ou seja, 0,003 milímetros, cerca de 3% da largura de um fio de cabelo humano — poderiam migrar do espaço interestelar até o nosso Sistema Solar e, eventualmente, chegar até a superfície lunar. Dessa forma, a Lua seria um arquivo silencioso de informações antigas, esperando para ser revelado.

Models computacionais mostraram que o fluxo dessas partículas é suficiente para que uma quantidade significativa de material de origem interestelar possa ter se acumulado na Lua ao longo do tempo. Ainda que nenhuma amostra lunar até hoje tenha trazido evidências diretas de tecnossinais — sinais de atividades tecnológicas de civilizações antigas —, cientistas já encontraram partículas similares em amostras coletadas no asteroide Bennu, visitado pela missão OSIRIS-REx da NASA. No entanto, esses estudos não foram especificamente voltados à busca por vestígios de tecnologia alienígena, e as quantidades encontradas eram muito pequenas para uma análise conclusiva.

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Segundo os autores do estudo, uma amostra de cerca de um metro cúbico de regolito lunar — o material solto de sua superfície — poderia conter pelo menos um fragmento de tecnologia alienígena se esse material estivesse presente. Para detectar essas partículas, eles sugerem o uso combinado de técnicas de microscopia, análise de materiais industriais e sistemas de inteligência artificial, que poderiam identificar as imagens e detalhes dessas partículas com maior precisão. Caso a primeira tentativa não seja bem-sucedida, os autores ressaltam que o resultado poderia indicar a necessidade de análises de uma quantidade maior de material ou ajustes nos modelos utilizados.

As próximas missões espaciais planejadas para coletar amostras da superfície lunar, incluindo a recente missão chinesa Chang’e-7 (que foi adiada), e futuras operações do programa Artemis, da NASA, podem contribuir para a investigação. Ainda não há confirmação oficial de que essas missões estejam inclinadas a buscar especificamente por vestígios de tecnologia alienígena, mas a possibilidade abre uma nova frente de pesquisa na busca por civilizações antigas no universo.

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O que sabemos?

  • Estudo propõe buscar vestígios de tecnologia alienígena na Lua por meio de partículas microscópicas.
  • Partículas de origem interestelar podem carregar sinais de civilizações antigas, com até três micrômetros de tamanho.
  • A Lua acumula material do espaço há bilhões de anos devido à sua exposição sem atmosfera ou campo magnético.
  • Cientistas já encontraram partículas semelhantes em amostras de asteroide, mas sem foco específico na busca por tecnossinais.
  • Missões futuras podem coletar novas amostras para testar essa hipótese, usando técnicas avançadas de análise.

Fontes

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