Tecnologia

Tecnologia antiga insiste em resistir: o que ainda faz o fax manter seu espaço nos dias atuais

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Apesar da modernidade digital, o fax ainda é usado em setores específicos, preservando um método de transmissão de documentos que caminha na contramão do tempo

Imagem ilustrativa de um aparelho de fax antigo em funcionamento
Imagem: Superinteressante

Mesmo com a popularização de e-mails e assinatura digital, o fax continua presente em hospitais, cartórios e órgãos públicos. Entenda como funciona esse método de transmissão e por que ele permanece ativo.

Em pleno 2026, enquanto plataformas de mensagens instantâneas, e-mails e assinaturas digitais parecem ter substituído definitivamente o fax, esse método de comunicação ainda resiste em diversos setores, preservando seu funcionamento baseado em princípios de engenharia do século XIX. Segundo uma fonte especializada, o fax não é apenas um relicário do passado tecnológico, mas uma ferramenta ainda indispensável em contextos onde protocolos e legislações exigem documentos enviados de forma segura e formal.

O funcionamento do fax, que parece uma relíquia, é um verdadeiro capítulo de engenharia. Tudo começa no scanner, que captura a imagem do documento por meio de uma luz, atualmente LED, enquanto sensores medem o brilho de cada ponto. Ao contrário do que muitos imaginam, a luz não atravessa o papel, mas reflete de maneira diferente em áreas brancas e escuras, formando uma grade de pontos com cerca de 200 por polegada na horizontal e 100 na vertical. Cada ponto é convertido em um bit — um 0 ou 1 — que indica se a área é branca ou preta. Para evitar que a transmissão seja lenta, esses bits são comprimidos, resumindo longas sequências de páginas vazias em comandos rápidos, como ‘300 pontos brancos seguidos’. Em seguida, o modem converte esses bits em sons modulados, que são transmitidos pela linha telefônica, numa troca que costuma ser barulhenta, reconhecida por todos.

Ao chegar ao aparelho destinatário, o processo se inverte, transformando os sons de volta em bits que, após descompressão, reconstróem a imagem original ponto a ponto. Os impressos podem variar desde o tradicional papel térmico até modelos mais atuais de jato de tinta ou laser, embora o papel térmico, por sua economia, seja ainda largamente utilizado, mesmo com suas limitações de desbotamento e sujeira. A origem do fax remonta ao século XIX, quando inventores como Alexander Bain e Giovanni Caselli desenvolveram sistemas que, de forma precursora, enviavam imagens a distância. No entanto, foi somente a partir dos anos 1980, com o padrão internacional digital conhecido como Grupo 3, que a transmissão se tornou mais rápida e acessível.

Hoje, o uso do fax temedido por uma combinação de fatores, entre eles a necessidade de cumprimento de protocolos antigos e o cumprimento de requisitos legais. Ainda há setores, como hospitais, cartórios e órgãos públicos, que preferem ou são obrigados a usar esse método, muitas vezes recebendo o documento por rede usando protocolos como o T.38, que substituem a troca de papel físico por mensagens digitalizadas. Segundo especialistas, mesmo com a estabilidade do conteúdo digital, essa tradição ainda garante validade e segurança em certos procedimentos formais. Portais de notícias afirmam que as transmissões de fax permanecem uma solução viável para esses ambientes, embora ainda aguardem confirmação oficial de alguns órgãos.

Assim, mesmo em uma era dominada pela digitalização, o fax mostra que alguns métodos resistem à obsolescência, sustentados por questões de segurança jurídica, legislação e costumes institucionais. A questão que fica é: até quando essa tecnologia, que nasceu sob o signo do relógio e do pêndulo, continuará presente no cotidiano de instituições que, por lei ou tradição, ainda dependem dele para seguir em frente?

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O que sabemos?

  • O fax ainda é utilizado em hospitais, cartórios e órgãos públicos.
  • O funcionamento do fax envolve scanner, compressão de dados e transmissão por sons modulados.
  • Ele remonta ao século XIX, com inventores como Bain e Caselli.
  • Hoje, o padrão Digital Grupo 3 tornou as transmissões mais rápidas.

Fontes

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