BioLinker anuncia instalação de laboratório de DNA em Manaus para impulsionar inovação na Amazônia
Empresa brasileira de biotecnologia quer usar automação e inteligência artificial para transformar pesquisa em negócios regionais
A BioLinker, startup de biotecnologia, planeja montar uma unidade automatizada de síntese de DNA em Manaus. O projeto, que recebeu financiamento de cerca de R$ 8,4 milhões, visa aproximar a ciência da economia na região amazônica.
Segundo fontes do setor de inovação, a BioLinker, empresa brasileira de biotecnologia fundada em 2018 por cientistas da Universidade de São Paulo, está em fase de planejamento para instalar uma unidade de ponta em Manaus, na Região Norte. A iniciativa faz parte do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), em Manaus, onde a startup busca ampliar a presença de tecnologia de DNA sintético e inteligência artificial na região, fatores considerados essenciais para transformar a biodiversidade amazônica em negócios sustentáveis.
De acordo com informações oficiais da própria empresa, a intenção é montar uma instalação que utilize automação avançada para realizar uma grande quantidade de experimentos de síntese enzimática de DNA, integrando a produção de proteínas e o desenvolvimento de modelos de inteligência artificial. Ainda segundo a companhia, essa tecnologia permitirá testar diferentes sequências genéticas de forma rápida e padronizada — conhecido no setor como triagem de alto rendimento — com o objetivo de identificar as combinações mais promissoras para aplicações em saúde, agricultura, alimentos, cosméticos e processos industriais.
Apesar do anúncio oficial, o projeto ainda está em fase de estruturação e não há confirmação de quando o laboratório estará completamente operando. Segundo fontes próximas, a instalação deve trabalhar principalmente com informações genéticas de bactérias e bacteriófagos, vírus que infectam bactérias, usando essas sequências como ferramentas na produção de proteínas. A fundadora e diretora-presidente da BioLinker, Mona Oliveira, explicou que a proposta é sintetizar sequências como uma forma de acelerar a pesquisa e ampliar a produção nacional de blocos de DNA.
Para financiar o empreendimento, a BioLinker recebeu aproximadamente R$ 8,4 milhões, sendo R$ 7,2 milhões de um fundo da Axcell, aceleradora focada em negócios relacionados à Amazônia, e R$ 1,2 milhão proveniente do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Segundo informações divulgadas, o valor total envolve diferentes fontes, o que ainda não confirma a aplicação exclusiva na unidade de Manaus, pois os recursos têm funções específicas: o fundo da Axcell como investimento na startup e o PIPE como financiamento de pesquisa tecnológica.
Analistas destacam que, ao introduzir automação e inteligência artificial à bioengenharia na região, o projeto tem potencial de tornar a Amazônia mais competitiva na cadeia de inovação. No entanto, o impacto econômico, científico e regional só poderá ser avaliado com a conclusão da instalação e o funcionamento efetivo do laboratório, etapas que ainda não foram confirmadas oficialmente.
O que sabemos?
- BioLinker pretende instalar uma unidade de sintetização de DNA em Manaus.
- A instalação usará automação para realizar experimentos de alta capacidade.
- Financiamento total estimado em R$ 8,4 milhões, com recursos de fundo da Axcell e do programa PIPE.
- Projeto ainda está em fase de estruturação e não há data definida para operação.
- A unidade trabalhará com informações genéticas de bactérias e bacteriófagos, usando inteligência artificial para otimizar pesquisa.
Fontes
- G1 imprensa





