Tecnologia

Universidade brasileira debate uso responsável de inteligência artificial após estudo mundial

Em apuração ?

Instituições de ensino superior buscam orientações para integração ética e segura da tecnologia

Salas de aula com estudantes e professores em debate sobre tecnologia e IA
Imagem: Folha de S.Paulo

Um estudo da UNESCO aponta que 93% dos profissionais da educação superior já utilizam inteligência artificial em suas tarefas, mas poucos se sentem confiantes no seu uso. Governo brasileiro discute diretrizes para orientar universidades.

Recentemente, uma pesquisa mundial divulgada pela UNESCO revelou que 93% dos profissionais atuantes na educação superior já utilizam inteligência artificial (IA) em suas atividades profissionais. Apesar dessa ampla adoção, apenas 33,4% deles afirmaram se sentir realmente confiantes ao aplicar essas tecnologias no dia a dia acadêmico. Essa disparidade evidencia uma rápida incorporação da IA no ambiente universitário, mas também revela uma certa insegurança por parte dos docentes, que ainda não contam com formação específica ou orientações claras para o uso responsável da ferramenta.

Segundo a fonte, o estudo, que abrangeu 90 países, mostrou que duas terças partes das instituições de ensino superior já têm, ou estão desenvolvendo, diretrizes para a aplicação da inteligência artificial. No entanto, o próprio levantamento indica que o grande desafio está na falta de uma formação estruturada, pois muitas faculdades e universidades continuam discutindo as orientações e protocolos a serem adotados. Essa situação mostra que o avanço tecnológico ocorre numa velocidade muito maior que as políticas, regulações e processos de capacitação, o que preocupa especialistas em educação.

Em resposta a essa realidade, no final de setembro, o Conselho Nacional de Educação (CNE) do Brasil aprovou um documento com diretrizes para o uso de IA na educação brasileira. Apesar de ainda precisar de homologação pelo Ministério da Educação, o texto já indica que a aplicação da tecnologia deve estar alinhada à formação acadêmica, ao desenvolvimento científico e à preparação para ambientes profissionais cada vez mais mediados por tecnologias digitais. Segundo o documento, é fundamental integrar a inteligência artificial às práticas pedagógicas, promovendo o desenvolvimento de competências que envolvam o entendimento e a utilização responsável dessas ferramentas.

O documento também destaca que é necessário ensinar não apenas a usar a inteligência artificial, mas também a compreendê-la, de forma a garantir que seu uso seja ético, crítico e responsável. Essa orientação é importante porque, embora as ferramentas de IA estejam presentes na maior parte das plataformas digitais, ainda há muita incerteza sobre suas aplicações na produção do conhecimento científico, sobre propriedade intelectual e ética. A expectativa é que cada instituição de ensino construa suas próprias normas de uso, em diálogo constante com a comunidade acadêmica, para responder às questões complexas e multifacetadas que essa tecnologia levanta.

Especialistas do setor ressaltam a urgência de se discutir o tema, uma vez que a velocidade do avanço tecnológico não pode ultrapassar o desenvolvimento de regulamentações e formações. Embora essas discussões ainda estejam em estágio inicial no Brasil, o debate ganha relevância por envolver a formação de futuros profissionais e a produção de ciência de qualidade, além de questões éticas e de propriedade intelectual que afetam toda a sociedade. Ainda não há confirmação de outras fontes oficiais ou detalhes, mas o tema deve permanecer em evidência nas próximas semanas, enquanto o país busca criar um ambiente mais seguro e responsável para o uso da inteligência artificial na educação superior.

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O que sabemos?

  • Estudo da UNESCO aponta que 93% dos profissionais de ensino superior já usam IA.
  • Apenas 33,4% dos docentes se sentem confiantes ao usar IA.
  • Duas terças partes das instituições estão desenvolvendo diretrizes sobre IA.
  • Governo brasileiro aprovou diretrizes para uso de IA na educação; aguardando homologação.
  • As instituições estão discutindo a regulamentação e adoção responsável da tecnologia.

Fontes

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