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Estudo aponta aumento expressivo de satélites em órbita e o impacto no céu noturno

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Cientistas refletem sobre o crescimento da frota espacial e suas possíveis consequências para a observação astronômica

Imagem de satélites orbitando a Terra contra o céu
Imagem: Jornal da USP

A quantidade de satélites orbitando a Terra tem crescido aceleradamente, podendo transformar a aparência do céu para observadores e astrônomos. Especialistas alertam para os riscos dessa expansão.

Segundo informações divulgadas por uma publicação do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, há um aumento significativo na quantidade de satélites ativos orbitando o planeta, chegando a cerca de 14 mil dispositivos no momento. A análise destaca que, desde 2019, esse número cresce de forma exponencial, impulsionado por empresas como a SpaceX, que já anunciou planos de lançar aproximadamente 1,7 milhão de satélites, além de outras organizações que planejam ampliar suas frotas.

De acordo com o boletim de astronomia intitulado "Dia e Noite com as Estrelas" (volume 10, número 70), a publicação explica que a luz proveniente desses satélites reflete o brilho do Sol, o que pode torná-los visíveis a olho nu durante períodos de pouca luminosidade no céu. O autor do editorial, o pesquisador Artur Arenque, enfatiza que a luz que chega até nós de qualquer fonte astronômica, seja uma estrela distante, um pedaço de âmbar ou um satélite, carrega informações essenciais sobre o universo ou o objeto emissor.

Ele também explica que, assim como telescópios, que funcionam como grandes “caixas de correio” captando mensagens antigas do universo por seus espelhos enormes, a quantidade cada vez maior de satélites pode acabar interferindo na observação do céu. Citação de exemplos históricos, como Tales de Mileto, mostra o quanto a compreensão da luz e sua propagação abriu caminhos no entendimento de fenômenos físicos e fenômenos eletromagnéticos, o que reforça a importância de manter os céus acessíveis para a astronomia.

Outro aspecto levantado pelo boletim é o impacto ambiental e visual dessa expansão espacial. Uma pesquisa do Observatório Europeu do Sul (ESO) aponta que a densidade elevada de satélites pode modificar significativamente a aparência do céu noturno, dificultando a observação de estrelas e galáxias. Os satélites, ao refletirem a luz solar, podem se tornar visíveis durante as fases de menor luminosidade do céu, criando uma interferência direta na astronomia e na experiência de observadores civis.

Apesar de ainda não confirmado oficialmente por órgãos governamentais ou agências espaciais, o aumento acelerado no número de satélites suscita debates sobre os limites dessa expansão e suas possíveis consequências para o estudo do universo, além do impacto visual e ambiental na Terra. Ainda sem respostas definitivas, especialistas alertam que, se essa tendência continuar, poderemos ver mudanças relevantes na nossa relação com o céu e a busca por conhecimento astronômico.

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O que sabemos?

  • Hoje há cerca de 14 mil satélites ativos orbitando a Terra.
  • Desde 2019, o número de satélites tem crescido exponencialmente.
  • A SpaceX planeja lançar aproximadamente 1,7 milhão de satélites.
  • Satélites refletem a luz solar, podendo ser visíveis a olho nu.
  • Aumento de satélites pode alterar a aparência do céu noturno.

Fontes

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