Tecnologia

NASA desenvolve IA capaz de identificar água na superfície lunar com precisão aprimorada

Em apuração ?

Ferramenta usa milhões de imagens e dados de diferentes missões para ajudar futuras missões humanas à Lua

Representação digital da superfície lunar com destaque para áreas de gelo polar
Imagem: Olhar Digital

A nova inteligência artificial da NASA, treinada com milhões de imagens da Lua, promete facilitar a busca por água e recursos essenciais para futuras missões espaciais. A tecnologia foi desenvolvida em parceria com a IBM e está disponível publicamente para pesquisa.

Segundo fontes da própria NASA, uma nova ferramenta de inteligência artificial desenvolvida pela agência espacial americana, em colaboração com a IBM, está sendo capaz de identificar áreas de água na superfície lunar com uma precisão até 23% maior do que os métodos tradicionais utilizados até então. A inovação promete acelerar os estudos sobre os recursos do satélite natural da Terra, especialmente nas regiões permanentemente sombreadas nos polos, onde o gelo de água se mantém congelado por bilhões de anos.

De acordo com a fonte, o sistema — chamado NASA-IBM Lunar Foundation Model — foi treinado com um vasto conjunto de dados, reunindo aproximadamente 2 milhões de imagens obtidas ao longo de 17 anos pelo Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO). Entre esses registros, há mais de 1 milhão de imagens com resolução de 1 metro, além de quase 964 mil imagens multiespectrais de 100 metros de resolução. Outros dados de missões como GRAIL, Lunar Prospector e a japonesa SELENE também foram incorporados. Tudo isso resultou em uma base de mais de 30 camadas de informações provenientes de nove instrumentos diferentes ao longo de quatro missões distintas.

Segundo a NASA, o objetivo principal dessa tecnologia é facilitar o acesso aos dados científicos sobre a Lua, tornando-os mais exploráveis por cientistas e pesquisadores ao redor do mundo. O modelo pode ser adaptado para tarefas específicas mesmo com um volume menor de dados rotulados, o que agiliza estudos sobre a composição da superfície lunar, a origem do gelo polar e a história da lua em si. Ainda segundo a fonte, testes realizados até agora indicam que o modelo consegue identificar características específicas da superfície lunar com maior precisão, especialmente na previsão da estabilidade do gelo polar e na análise das crateras que ajudam a entender a história do sistema solar.

O projeto não apenas reforça o potencial da inteligência artificial na pesquisa espacial, mas também amplia o acesso às ferramentas pelos cientistas. O modelo completo foi disponibilizado publicamente na plataforma Hugging Face, e o código-fonte está disponível no GitHub. Além disso, conjuntos de dados preparados para aprendizado de máquina, bem como coleções de testes integradas ao TerraTorch, também foram liberados, fomentando a pesquisa aberta no campo da exploração lunar. Segundo Murphy, representante da equipe, “o NASA-IBM Lunar Foundation Model mostra o que é possível quando levamos a IA aos petabytes de dados científicos da NASA”.

Embora ainda não tenha sido confirmado oficialmente por outros órgãos ou fontes independentes, a iniciativa marca um passo importante na utilização de inteligência artificial para acelerar e aprimorar a exploração de um dos maiores objetos do nosso sistema solar. A expectativa é que essa tecnologia facilite futuras missões humanas à Lua, especialmente na localização de recursos essenciais para sustentar bases permanentes — como água, oxigênio e combustível — além de contribuir para a compreensão da história geológica do satélite natural da Terra.

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O que sabemos?

  • A NASA criou uma IA treinada com milhões de imagens da Lua.
  • O modelo identifica água na superfície lunar com precisão maior do que métodos anteriores.
  • Foram utilizados dados de missões como LRO, GRAIL, Lunar Prospector e SELENE.
  • Ferramenta melhora o acesso a dados científicos e pode ser adaptada para diferentes estudos.
  • O projeto busca facilitar futuras missões humanas à Lua, especialmente na exploração de recursos.

Fontes

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