Estudo sugere que choques no rosto podem melhorar a memória, ainda sem confirmação oficial
Pesquisa feita com ratos e humanos aponta potencial método não invasivo para estimular memórias
Pesquisadores exploram a possibilidade de usar leves choques no rosto para aprimorar a conexão entre células cerebrais, potencialmente ajudando na memória e raciocínio — estudo ainda em fase pré-publicação.
Uma pesquisa recente, ainda não confirmada oficialmente, trouxe uma proposta inusitada: a aplicação de choques leves no rosto, especificamente na lateral das maçãs do rosto próximas às orelhas, pode aumentar a atividade cerebral ligada à memória e ao raciocínio. Segundo fontes da equipe do Leuven Brain Institute, o estudo sugere que essa técnica, que utiliza uma forma de estimulação elétrica não invasiva, poderia ativar o nervo trigêmeo, uma grande bifurcação nervosa que influencia toda a sensibilidade facial e também estaria relacionada ao hipocampo, região do cérebro fundamental na formação de memórias e aprendizagem.
O método utilizado, chamado tDCS (Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua), geralmente é aplicado na cabeça, mas nesta pesquisa, a corrente elétrica foi direcionada às laterais do rosto, disparada em pulsos de 200 hertz a cada 30 segundos. A equipe, composta por pesquisadores do Leuven Brain Institute, conduziu experimentos com ratos e também com um grupo de nove voluntários humanos. Os resultados preliminares apontam que os ratos submetidos ao estímulo apresentaram um aumento de 20% na sinalização entre os neurônios do hipocampo. Nos humanos, o procedimento foi acompanhado de testes de memórias de curto prazo, que envolviam a apresentação de combinações aleatórias de rostos, nomes e profissões.
Segundo o estudo, os participantes que receberam os impulsos elétricos durante essas tarefas conseguiram recordar mais profissões em testes de curto prazo do que aqueles que receberam um estímulo falso. Entretanto, os pesquisadores ressaltaram que a memorização de nomes e a capacidade de consolidar essas informações a longo prazo não apresentaram alterações relevantes. Ainda não há uma confirmação definitiva de que essa técnica possa ser uma intervenção eficaz contra problemas de memória ou dificuldades cognitivas, muito menos que seja segura para uso cotidiano ou em indivíduos com condições clínicas específicas.
Como a pesquisa está em fase ainda inicial e não foram divulgados detalhes completos, aguardam-se novos estudos e confirmações por outras equipes científicas. A única fonte até o momento foi a CNN Brasil, que divulgou os resultados com ressalvas de que a pesquisa ainda não foi publicada oficialmente e que outros detalhes podem ser esclarecidos futuramente. Especialistas alertam que procedimentos envolvendo estímulos elétricos ao rosto devem ser realizados com cautela, já que ainda não há um consenso científico sobre sua segurança e eficácia em humanos.
O que sabemos?
- Estudo sugere que choques leves no rosto podem ativar o hipocampo.
- Pesquisa foi feita com ratos e um grupo de nove voluntários humanos.
- Resultados indicam aumento de 20% na sinalização neural do hipocampo após estímulo.
- Participantes tiveram melhor desempenho em memórias de curto prazo durante testes.
- Inovação ainda não confirmada oficialmente, estudos adicionais são necessários.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





