Poluição intensa em Manaus mantém qualidade do ar péssima e preocupa saúde da população
Fumaça das queimadas continua afetando zonas Sul e Leste, com previsão de chuva para ajudar na redução dos poluentes
Após dias de fumaça densa, Manaus enfrenta piora na qualidade do ar, principalmente nas regiões Sul e Leste. Meteorologistas apontam chuvas previstas para os próximos dias, mas alertam que o problema pode persistir.
Manaus vive hoje um dos piores momentos de qualidade do ar nos últimos tempos, com a concentração de poluentes atingindo níveis considerados péssimos em diversos pontos da cidade. Segundo informações de uma meteorologista consultada pelo G1, Andrea Ramos, a fumaça proveniente de queimadas e ações humanas mantém a atmosfera carregada de partículas nocivas, prejudicando a visibilidade e alertando para riscos à saúde local.
De acordo com dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), ligado à Universidade do Estado do Amazonas, a concentração de partículas no bairro Coroado chegou a 457,7 microgramas por metro cúbico por volta das 6h55, índice que caracteriza situação de risco extremo para a saúde. Ainda segundo a especialista, a fumaça cobre áreas das zonas Sul e Leste de Manaus, regiões onde a maior concentração de material particulado foi registrada.
A fumaça pesada também levou a uma suspensão temporária de ações aéreas contra incêndios florestais na cidade, conforme informou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Após algumas horas de visibilidade reduzida, como relatado por fontes do órgão, a retomada das operações ocorreu com a melhora na visão, mas a qualidade do ar ainda permanece preocupante. Às 18h, o índice de poluição baixou para níveis entre ruim e moderada, porém, em alguns pontos, o problema persiste, e os especialistas dizem que a chegada de chuvas não garante uma melhora definitiva na situação.
Andrea Ramos destacou que as previsões indicam chuva para domingo (18) e segunda-feira (19), o que pode ajudar a diminuir a concentração de partículas na atmosfera. Contudo, ela alertou que, mesmo com a precipitação, o problema do ar poluído pode continuar, especialmente porque a fumaça também é resultante de queimadas ocorridas em regiões próximas, além de ações humanas na própria cidade. Ela citou o incêndio em um lixão de Manacapuru, na região metropolitana de Manaus, como um exemplo de fonte local da fumaça que agrava a situação.
Imagens de satélite compartilhadas por Andrea Ramos mostram que Manaus está em uma zona classificada como de risco “perigoso” para a qualidade do ar, seguindo padrão do departamento de qualidade do ar dos Estados Unidos. Em relação à abrangência regional, cidades próximas, como Borba e Humaitá, também aparecem sob a camada vermelha, indicativa de alta concentração de poluentes. A especialista explicou que a chuva, embora possa ajudar a remover parte do material particulado, não é suficiente para eliminar o problema de forma definitiva, e a continuidade da fumaça indica que a situação ainda é grave nesta fase de queima de biomassa naquela região.
O que sabemos?
- Manaus tem avaliação de qualidade do ar como péssima nesta sábado.
- Concentração de partículas nocivas chegou a 457,7 µg/m³ no bairro Coroado.
- Fumaça reduz visibilidade e impediu ações aéreas de combate a incêndios.
- Previsão de chuvas para domingo e segunda-feira pode ajudar na redução dos poluentes, mas não garante melhora definitiva.
- Incêndio no lixão de Manacapuru contribui para a fumaça na região.
Fontes
- G1 imprensa





