Saúde

Pesquisadores buscam ampliar estratégias de combate ao HPV e suas doenças

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Avanços na prevenção e detecção do vírus que pode causar cânceres ainda estão em desenvolvimento

Ilustração de vírus HPV com destaque para tipos diferentes atuando no corpo humano
Imagem: Folha de S.Paulo

Estudos apontam que a vacina contra o HPV tem eficácia limitada na redução de todos os tipos do vírus, levando a pesquisa de novas abordagens. Especial destaca desafios e avanços na luta contra os cânceres relacionados ao vírus.

Cerca de 8 em cada 10 pessoas terão contato com o HPV (papilomavírus humano) ao longo da vida, vírus que, apesar de muitas vezes desaparecer sem causar problemas, pode provocar cânceres em certos casos, especialmente se a infecção persistir por longos períodos. Segundo fontes especializadas da Folha de São Paulo, a infecção por tipos de alto risco do HPV é responsável por seis tipos de câncer diferentes, incluindo os de colo do útero, ânus, pênis, vulva, vagina e orofaringe.

Hoje, a principal forma de prevenção é a vacinação. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a vacina quadrivalente, que protege contra os quatro tipos mais comuns do vírus, sendo dois de baixo risco e dois oncogênicos. Para quem busca proteção ampliada, as clínicas particulares oferecem a vacina nonavalente, que cobre outros cinco tipos de vírus também relacionados ao câncer. Segundo estudos citados na reportagem da Folha, uma pesquisa com jovens de 16 a 25 anos revelou que, entre as mulheres vacinadas, a prevalência dos tipos cobertos pela vacina quadrivalente caiu 81%. Entretanto, a circulação de outros tipos de HPV continua, já que a prevalência do vírus de todos os tipos aumentou de 46,7% para 56,6%. Isto mostra que, embora a vacinação seja eficaz contra os tipos específicos que cobre, ela ainda não interrompe a circulação geral do vírus, o que motiva a busca por novas estratégias de imunização.

Especialistas apontam que um dos desafios atuais é ampliar o número de tipos de HPV incluídos nas vacinas. Pesquisadores e profissionais de saúde correlacionam a persistência do vírus na população com a necessidade de novas formulações de imunizantes que possam oferecer uma proteção mais ampla. Segundo a reportagem da Folha, há uma expectativa de que essas pesquisas avancem nos próximos anos, contribuindo para diminuir ainda mais os riscos de câncer relacionados ao HPV.

Uma das fontes desse movimento é o trabalho de cientistas brasileiros, como a bióloga e pesquisadora Luisa Lina Villa, reconhecida por seu trabalho na área de estudos sobre HPV. A equipe do Programa de Treinamento em Jornalismo de Saúde da Folha participou de uma série de debates, incluindo uma cerimônia de premiação no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), onde Villa foi destacada como Personalidade de Destaque em Oncologia. Segundo ela, comunicar à população os avanços na ciência é fundamental, especialmente devido à alta prevalência do vírus e às formas de prevenção que já existem, mas que ainda precisam ser mais bem difundidas.

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O que sabemos?

  • Cerca de 8 em cada 10 pessoas terão contato com o HPV ao longo da vida.
  • Hoje, a vacina quadrivalente protege contra quatro tipos de HPV.
  • A vacina nonavalente cobre outros cinco tipos oncopênicos.
  • Estudos mostram que a vacinação reduziu a prevalência dos tipos cobertos, mas o vírus continua circulando.

Fontes

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