Saúde

Maternidade tardia em alta: mães compartilham experiências e dados revelam mudança de comportamento

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Eventos recentes trazem à tona a relação entre idade e vontade de ser mãe, com histórias de diferentes gerações

Mulher com bebê, simbolizando maternidade tardia
Imagem: Folha de S.Paulo

Após anúncios de mães que tiveram filhos após os 40 anos, cresce o debate sobre maturidade, pressões sociais e novas tendências na maternidade no Brasil.

Nos últimos anos, o Brasil tem testemunhado uma crescente mudança no perfil das mulheres que optam por engravidar após os 40 anos. Essa discussão ganhou força com histórias que evidenciam tanto os aspectos emocionais quanto os sociais dessa decisão, refletindo uma transformação na cultura e na percepção de maternidade no país. Segundo uma reportagem publicada na Folha de S.Paulo, uma mulher de 47 anos, conhecida por seu trabalho na montagem audiovisual e poesia no Rio de Janeiro, decidiu ter sua filha aos 44 anos de forma independente, após passar por dois casamentos e congelar seus óvulos. Ela contou que, ao fazer essa escolha, percebeu que não precisava seguir o roteiro convencional de formar um casal para construir uma família, ressaltando um insight importante: "A vida é o caminho que eu fizer. Não posso estar atrasada por um tempo que não existe".

Esse fenômeno não é isolado. A apresentadora Maju Coutinho, aos 48 anos, revelou sua gravidez durante um episódio do programa Saia Justa, na GNT, gerando uma ampla discussão na mídia sobre a maternidade tardia. Maju falou abertamente sobre a pressão que sente em relação à fertilidade, destacando que o mais difícil é separar a vontade genuína de ser mãe da pressão social. Segundo ela, "O mais difícil é separar o que é genuinamente uma vontade e o que é pressão de uma cultura que diz que eu tenho que ser mãe".

Dados do IBGE ilustram a mudança de cenário: entre 2004 e 2024, o número de nascidos vivos de mães com 40 anos ou mais aumentou 71,8%, passando de cerca de 59,9 mil para aproximadamente 102,8 mil. Essa evolução indica uma maior aceitação social e uma adaptação às novas possibilidades de fertilidade e escolhas de vida. Ainda que essa mudança seja tida como um avanço, ela também traz à tona questionamentos pessoais, como o medo de deixar a mãe atingir uma idade avançada enquanto a filha ainda é muito nova, como relatado por uma dessas mães na reportagem.

O fenômeno das mães que optam por esperar até uma fase mais madura da vida também aponta para uma mudança de paradigmas. A ideia de que a mulher deve seguir um padrão fixo de vida, com prazos tradicionais de maternidade, tem sido desafiada por essas histórias que reforçam a liberdade de escolher o momento ideal. Ainda assim, a decisão de ser mãe mais tarde continua a envolver desafios, como o risco de complicações de saúde e as implicações emocionais de uma mãe mais idosa, ainda não confirmados oficialmente, mas discutidos por especialistas e nas conversas sociais.

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O que sabemos?

  • Mulheres estão optando por maternidade após os 40 anos.
  • Dados do IBGE mostram aumento de 71,8% nesse perfil entre 2004 e 2024.
  • Mães diversas compartilham histórias de independência e reflexão.
  • Debate social sobre pressões culturais e escolhas pessoais na maternidade.

Fontes

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