Donald Trump sugere dividir vacinas infantis para reduzir autismo, sem respaldo científico
Proposta gera debates sobre vacinação e saúde infantil nos Estados Unidos
O ex-presidente Donald Trump afirmou que mudanças no calendário de vacinas infantis, incluindo a fracionamento das doses, poderiam diminuir significativamente os casos de autismo. A medida, que ainda não foi confirmada oficialmente por autoridades de saúde, se baseia em uma teoria sem respaldo científico.
Nesta sexta-feira, segundo informações divulgadas pelo G1, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou a intenção de propor alterações no calendário de vacinação infantil, defendendo a divisão das vacinas em cinco etapas espaçadas por seis meses cada. Trump afirmou que essa mudança poderia causar uma "redução enorme" nos casos de autismo, uma alegação que, até o momento, não possui respaldo na ciência. Ele reivindicou que empresas farmacêuticas fossem pressionadas a adotar esse esquema, além de sugerir que algumas vacinas atualmente administradas em crianças pequenas fossem retiradas do calendário, sendo aplicadas apenas após os cinco anos de idade.
Trump declarou: "Nós vamos recomendar e, na verdade, exigir" que as doses sejam espaçadas, ressaltando que essas medidas dariam "um impacto enorme" sobre os registros de autismo. No entanto, órgãos de saúde públicos, como o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), destacam que não há evidência científica que comprove que dividir ou espaçar vacinas diminua o risco de autismo. Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS), em revisão publicada em setembro de 2026, analisou diversos estudos entre 2010 e 2025 e concluiu que pesquisas de alta qualidade não encontraram relação causal entre vacinas e autismo, incluindo vacinas que contêm tiomersal ou alumínio.
Trump também questionou a quantidade de vacinas recebidas por crianças e sugeriu que doses menores e mais espaçadas seriam mais seguras. Ainda assim, essas alegações também carecem de comprovação científica. O governo americano, por meio de uma ordem executiva, determinou a avaliação de mudanças no calendário vacinal, porém, fontes oficiais do governo ainda não confirmaram qualquer alteração concreta ou benefício de dividir vacinas nesse formato. A iniciativa ocorre em meio a uma discussão mais ampla sobre cobertura vacinal e segurança, que permanece sem consenso atualizado entre especialistas internacionais.
De acordo com o texto publicado pelo G1, o tema divide opiniões e ainda aguarda confirmação por outras fontes. Ainda não há, portanto, uma mudança oficial na política de vacinação infantil nos EUA, e o próprio clube de saúde pública não se pronunciou a respeito dessas declarações de Trump. Cabe destacar que, enquanto o ex-presidente defende a ideia baseada em teorias sem comprovação científica, a comunidade médica internacional confirma que as vacinas atualmente disponíveis são seguras e eficazes, e que não há relação comprovada entre imunizações e autismo.
O que sabemos?
- Trump defende fracionamento de vacinas infantis em cinco etapas com intervalos de seis meses.
- A alegação de que dividir vacinas reduziria casos de autismo não é apoiada por evidências científicas.
- OMS revisou estudos entre 2010 e 2025 e concluiu que não há relação causal entre vacinas e autismo.
- CDC afirma que separar vacinas não traz benefício comprovado.
- A proposta ainda não foi oficialmente confirmada ou implementada pelo governo dos EUA.
Fontes
- G1 imprensa



