Mais da metade dos jovens não atingem metas de atividade física recomendadas pela OMS, aponta estudo
Relatório revela impacto do sedentarismo crescente entre adolescentes e jovens adultos.
Segundo pesquisa encomendada pela marca esportiva ASICS, mais de 50% dos jovens de 18 a 24 anos não cumprem a quantidade de exercício físico sugerida pela Organização Mundial da Saúde. Dados apontam mudanças no estilo de vida e os efeitos no bem-estar.
Um estudo divulgado nesta quarta-feira reforça o alerta sobre o sedentarismo entre os jovens. Segundo a pesquisa encomendada pela marca esportiva ASICS, mais da metade das pessoas na faixa de 18 a 24 anos não atingem a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada. Com 34 mil participantes de 31 países, o relatório realizado em julho de 2026 traz um retrato preocupante do comportamento dos jovens frente ao movimento, especialmente em uma era dominada pelas telas e pelo trabalho remoto.
De acordo com a pesquisa, 57% dos jovens nessa faixa etária estão abaixo do limite considerado saudável pela OMS, uma tendência que se destaca entre as demais faixas de idade. Ainda segundo o estudo, quase metade desses jovens (46%) afirmaram passar longos períodos deitados assistindo conteúdos ou navegando no celular, enquanto 39% relataram ficar na cama usando aparelhos eletrônicos por muito tempo. Além disso, 30% disseram passar a noite inteira sem sair do lugar. A rotina cada vez mais sedentária é atribuída às mudanças nos hábitos cotidianos, incluindo o uso intensivo de smartphones, redes sociais, compras online e o trabalho remoto, que têm substituído a mobilidade que antes era comum na rotina diária.
Para o professor David Raichlen, da Universidade do Sul da Califórnia, a facilidade de fazer tudo sem sair de casa reduziu a necessidade de deslocamento. “Construímos um mundo que torna o movimento opcional. Conseguimos trabalhar, fazer compras, socializar sem realmente nos movimentar – e, embora isso seja conveniente, nosso corpo e nossa mente ainda dependem de movimento regular para se manterem saudáveis”, afirmou em declaração ao estudo. O relatório também observa que a adoção de inteligência artificial para tarefas cotidianas é bastante comum entre os jovens, com 41% deles recorrendo a essas tecnologias para evitar esforços humanos. Essa prática é quatro vezes mais frequente na faixa de 18 a 24 anos do que entre os mais velhos.
Os efeitos do sedentarismo vão além do físico. Segundo o levantamento, 92% dos jovens dessa faixa etária relataram ao menos um impacto negativo, como redução da motivação e baixo humor, citados por 40%, além de sensação de letargia, mencionada por 38%. Os resultados sugerem que há uma associação clara entre menor atividade física e piora na saúde mental, embora os autores ressaltem que a pesquisa aponta uma relação de correlação, não uma causalidade direta, ou seja, não se pode afirmar com certeza que a falta de movimento seja a única responsável por esses impactos.
Por fim, o estudo reforça a importância de estimular a prática de atividades físicas na juventude, especialmente em um momento em que o comportamento sedentário se torna cada vez mais comum. A própria OMS destaca que qualquer quantidade de exercício já traz benefícios à saúde, sendo fundamental também evitar períodos prolongados de permanência sentado. Ainda não há confirmação se novas ações ou políticas públicas serão adotadas em resposta a esses dados, e o clube não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.
O que sabemos?
- Mais de 50% dos jovens de 18 a 24 anos não atingem a meta de 150 minutos de atividade física semanal.
- O estudo foi realizado com 34 mil participantes de 31 países, divulgado em julho de 2026.
- Grande parte dos jovens passa longos períodos em casa utilizando telas, como celulares e computadores.
- A prática de inteligência artificial para tarefas do dia a dia é bastante comum entre jovens dessa faixa etária.
- Documentos apontam impacto negativo na saúde mental associado ao sedentarismo juvenil.
Fontes
- Revista Galileu fonte especializada





