Idosos que adotam novos hábitos após os 60 encontram melhora na saúde e na autonomia
Mudanças de rotina podem fazer a diferença na qualidade de vida na terceira idade
Especialistas afirmam que mudanças nos hábitos de quem passa dos 60 anos podem promover saúde e independência, mesmo para quem não cuidou da alimentação ou do exercício na juventude.
Ao chegar aos 80 anos, o aposentado Edgar Frank Walter decidiu ampliar sua rotina de atividades físicas e culturais, demonstrando que nunca é tarde para melhorar a qualidade de vida na terceira idade. Segundo fontes, Edgar começou a cantar em um coral aos 80 anos, após um convite de um maestro que conheceu por acaso, num momento em que já praticava esportes como beach tennis, tênis de quadra, musculação, além de dedicar tempo a jogos de bridge e meditação. Sua trajetória revela que, apesar de sempre ter sido esportista, a preocupação com o envelhecimento saudável só ganhou força após os 60, momento em que passou a focar na manutenção da longevidade com qualidade.
De acordo com o gerontólogo Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional da Longevidade, mesmo quem não teve hábitos saudáveis na juventude pode colher benefícios ao adotar novas rotinas depois dos 60 anos, embora os resultados possam ser menores do que os de quem cuidou da saúde desde mais cedo. Kalache destaca que o mais importante é que, mesmo na fase mais avançada da vida, ainda é possível adquirir força para realizar tarefas cotidianas, como sair da cama sem ajuda de alguém. "O ganho pode ser menor, mas pelo menos você vai ter força para sair da cama. Não vai precisar de alguém que te arranque de lá", afirmou a fonte.
Essa perspectiva reforça a ideia de que nunca é tarde para transformar hábitos e buscar autonomia, segundo especialistas. A rotina de Edgar, que inclui atividades variadas e prazerosas, serve como exemplo de como a incorporação de pequenas mudanças pode impactar positivamente na saúde física, mental e emocional na terceira idade. Ainda que os ganhos em saúde possam variar, a aposta é que todos podem se beneficiar de alguma melhora na qualidade de vida ao fazer escolhas que fortalecem o corpo e a mente.
Assim, essa história evidencia que, mesmo após os 60 anos, o envelhecimento ativo e saudável depende, sobretudo, da disposição para mudar e da busca contínua por bem-estar. Embora ainda não haja uma confirmação oficial de que todas essas ações sejam garantia de resultados, o relato de Edgar reforça uma mensagem importante: nunca é tarde para investir na própria saúde e autonomia.
O que sabemos?
- Idoso começou a cantar aos 80 anos com convite de um maestro.
- Inclui atividades como beach tennis, tênis, musculação, bridge e meditação.
- Especialista afirma que mudanças após os 60 trazem benefícios, mesmo quem não cuidou da saúde na juventude.
- Ganhos podem ser menores, mas possibilitam maior autonomia.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa
- UOL Notícias imprensa




