Saúde

Estudo da USP aponta dificuldades na formulação de política de saúde para migrantes e refugiados

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Pesquisa revela desafios na participação social e na transparência do processo político

Documento e reunião de grupo de trabalho sobre política de saúde
Imagem: Jornal da USP

Um estudo da USP evidencia obstáculos na elaboração de uma política nacional de saúde voltada para populações migrantes, refugiadas e apátridas, destacando limitações na participação da sociedade civil e na continuidade das ações.

Um estudo da Faculdade de Saúde Pública da USP revelou desafios importantes na construção da Política Nacional de Saúde das Populações Migrantes, Refugiadas e Apátridas. A pesquisa, conduzida por Júlia Morais e Silva, indica que, embora a criação do Grupo de Trabalho pelo Ministério da Saúde seja considerada um avanço institucional, a participação social e o acesso às informações ainda deixam a desejar. Segundo ela, "a participação da sociedade civil ocorreu de forma limitada, e o acesso aos documentos e aos encaminhamentos das reuniões foi restrito". A análise foi baseada em uma revisão de 23 atas do grupo e entrevistas com 11 informantes-chave, sendo nove representantes da sociedade civil e dois do governo federal. Ainda de acordo com a pesquisadora, a ausência de um cronograma fixo, encontros pouco constantes e pouca clareza sobre os encaminhamentos dificultam a continuidade do processo. A pesquisa também destaca que há pouca articulação entre a política migratória geral e ações específicas para a saúde dessas populações, que enfrentam obstáculos como discriminação, xenofobia e dificuldades de acesso aos serviços públicos, incluindo o Sistema Único de Saúde (SUS). Para Júlia, a elaboração de políticas mais democráticas e articuladas é fundamental para garantir que esses grupos tenham acesso universal e equitativo aos cuidados de saúde. A intenção, segundo ela, é que o processo evolua para uma construção mais transparente e participativa, de modo a refletir as necessidades específicas de migrantes, refugiados e apátridas, cada um com trajetórias distintas e vulnerabilidades próprias.
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O que sabemos?

  • Estudo da USP analisou documentos e entrevistas sobre a política de saúde migratória.
  • Participação social no grupo de trabalho foi limitada.
  • Falta de cronograma fixo e continuidade nos encontros foi destacada.
  • Políticas enfrentam obstáculos como discriminação, xenofobia e dificuldades de acesso ao SUS.

Fontes

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