Saúde

Estudo revela que a maioria dos brasileiros conhece alguém que sofreu infarto

Em apuração ?

Dados apontam aumento na conscientização e mudanças de hábitos na prevenção cardiovascular

Pessoa realizando exame de sangue para análise de colesterol.
Imagem: CNN Brasil

Segundo pesquisa, 68% dos brasileiros conhecem alguém que já passou por um infarto, e a maioria acredita que a doença é previsível e evitável.

Uma pesquisa recente aponta que 68% dos brasileiros afirmam conhecer alguém que já sofreu um infarto, uma doença que continua sendo a principal causa de mortes no país. O estudo, encomendado pela farmacêutica Norvatis e divulgado nesta terça-feira (28), data em que se celebra o Dia Mundial do Coração, foi realizado pela Ipsos-Ipec com 2 mil entrevistados e traz um panorama interessante sobre a percepção da população diante do risco cardiovascular e das ações de prevenção.

De acordo com os dados, a faixa etária mais consciente do risco são os idosos, com 77% deles afirmando conhecer alguém que passou por um infarto. Ainda segundo o estudo, cerca de 28 mil pessoas morreram de infarto no primeiro semestre de 2026, conforme dados do Datasus, do Ministério da Saúde. A doença representa uma das principais causas de morte no Brasil e está fortemente relacionada a fatores como tabagismo, sedentarismo, colesterol alto e estresse, hábitos considerados prejudiciais à saúde.

Os entrevistados demonstram uma percepção mais otimista ao afirmar que 77% deles concordam que o infarto é uma condição que pode ser evitada na maior parte dos casos. Além disso, 76% discordam da ideia de que o infarto atingiria apenas quem tem mais de 60 anos, reforçando uma compreensão de que o problema pode afetar diferentes faixas etárias. Contudo, um aspecto que ainda demanda atenção é a relação com o colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”.

Embora 78% dos entrevistados já tenham ouvido falar em colesterol LDL, apenas 54% reconhecem que níveis elevados dessa lipoproteína aumentam o risco de infarto. Ainda assim, 36% dizem não saber avaliar essa conexão, revelando uma lacuna de conhecimento que pode impactar na prevenção. Especialistas, como a cardiologista Maria Cristina Izar, destacam a importância de tornar esse tema mais acessível e presente na rotina das pessoas, para que possam adotar mudanças mais eficazes na saúde do coração.

Publicidade

Em relação às ações de mudança de hábitos, 63% dos brasileiros afirmaram que passaram a adotar comportamentos mais saudáveis após conhecerem os riscos. As principais práticas incluem uma alimentação melhor, praticar exercícios físicos, reduzir o estresse, fazer exames periódicos e, em menor escala, deixar de fumar. Apesar de positivo, o dado mostra uma leve queda de 1% em comparação ao ano passado, quando 64% tinham mudado seus hábitos. Essas mudanças são mais evidentes entre pessoas das classes A e B e quem tem 45 anos ou mais.

Quanto às principais medidas adotadas, a alimentação saudável lidera a lista, citada por 68% dos entrevistados, seguida de exercícios físicos com 64%. Outros hábitos voltados à redução do estresse aparecem em 44% das respostas, enquanto 36% começaram a fazer exames de rotina regularmente, e 13% pararam de fumar. Ainda, 10% disseram que passaram a adotar outros hábitos não especificados, e 1% não se lembraram ou não souberam responder. Esses dados mostram o esforço da população em promover mudanças na rotina com foco na prevenção de doenças cardiovasculares, incluindo hipertensão e AVC, além do infarto.

Publicidade

O que sabemos?

  • 68% dos brasileiros conhecem alguém que já sofreu infarto.
  • Cerca de 28 mil pessoas morreram de infarto no primeiro semestre de 2026.
  • 77% dos entrevistados concordam que o infarto é prevenível.
  • 54% sabem que níveis elevados de colesterol LDL aumentam o risco de infarto.
  • 63% passaram a adotar hábitos mais saudáveis após o estudo.

Fontes

Publicidade