Saúde

Estudo aponta relação entre uso de aplicativo e melhora no controle da hipertensão

Em apuração ?

Ferramenta digital ajuda pacientes a manterem o tratamento, segundo pesquisa internacional

Imagem: G1

Um estudo clínico liderado pelo Einstein Hospital Israelita revelou que pacientes com hipertensão que utilizam aplicativo de saúde apresentam maior adesão ao tratamento e redução na pressão arterial. Os resultados indicam que o engajamento com tecnologia pode ser uma aliada importante no manejo da doença.

Dados recentes de um estudo clínico internacional liderado pelo Einstein Hospital Israelita mostram que o uso de um aplicativo de saúde, por pacientes com hipertensão, está ligado a melhorias no tratamento e na pressão arterial. A pesquisa, denominada ELFIE-HYPERTENSION, acompanhou 930 indivíduos com hipertensão não controlada em 16 centros de pesquisa no Brasil e no Vietnã ao longo de seis meses.

Segundo os responsáveis pelo estudo, metade dos participantes recebeu acesso ao aplicativo Elfie, além do tratamento convencional, enquanto a outra metade seguiu apenas com o tratamento tradicional. O aplicativo oferece recursos como lembretes para tomar medicamentos, registros de pressão arterial, conteúdos educativos, gamificação e um assistente virtual com inteligência artificial. Apesar de alguns resultados apontarem uma tendência de melhora, os pesquisadores ainda não confirmaram uma diferença estatisticamente significativa na redução da pressão sistólica ao final do período, que foi a principal medida de eficácia.

Ao analisar os dados, notou-se que entre os pacientes que interagiram com o aplicativo pelo menos uma vez por mês, houve uma redução média de 4,2 mmHg na pressão sistólica. Para aqueles que usaram o app de forma mais consistente, pelo menos uma vez por semana, essa diminuição chegou a 4,8 mmHg. Ainda assim, o estudo sugere que o uso frequente do aplicativo não é obrigatório diariamente para gerar benefícios — o que reforça a ideia de que o engajamento moderado já traz vantagens. Segundo as próprias palavras dos pesquisadores, esse resultado evidencia que manter o paciente interessado na tecnologia de saúde é fundamental para melhorar o controle da hipertensão.

Além das melhorias na pressão arterial, os dados também apontaram que os usuários do aplicativo apresentaram maior adesão ao tratamento anti-hipertensivo, melhor autocuidado, menor necessidade de ajustar a medicação e reduziram o número de visitas não planejadas aos serviços de saúde cardiovascular. Apesar de todas essas vantagens, a equipe de pesquisa ainda não confirma que essas mudanças tenham impacto direto na pressão arterial no curto prazo, algo que aguardam futuras confirmações.

A cardiologista Karla Espírito Santo, integrante do time que coordenou o estudo, comentou que os resultados reforçam a importância de tecnologias de saúde que sejam capazes de manter o paciente engajado ao longo do tempo. Ainda não há confirmação oficial de que o aplicativo possa substituir ou diminuir a necessidade de consultas presenciais, mas a tendência apontada pelos dados é bastante promissora para o futuro do manejo remoto de doenças crônicas.

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O que sabemos?

  • Estudo liderado pelo Einstein Hospital Israelita monitorou 930 pacientes com hipertensão não controlada.
  • Metade dos participantes recebeu acesso ao aplicativo Elfie, o restante permaneceu com tratamento convencional.
  • Usuários que interagiram com o aplicativo pelo menos uma vez por mês tiveram queda de 4,2 mmHg na pressão arterial sistólica.
  • Quem usou o app de maneira mais consistente (semanalmente) teve redução de 4,8 mmHg.
  • Resultados sugerem que o engajamento moderado com o aplicativo já traz benefícios na adesão ao tratamento.

Fontes

  • G1 imprensa
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