Saúde

Especialistas ressaltam rapidez no socorro em casos de parada cardíaca

Em apuração ?

A importância do tempo na reanimação e o uso do desfibrilador em situações de emergência

Equipamento de desfibrilador portátil em uma estação de metrô
Imagem: CNN Brasil

Médicos enfatizam que a ação imediata pode salvar vidas em casos de parada cardíaca, destacando a relevância do uso rápido do desfibrilador e das manobras de ressuscitação.

Em uma discussão recente com especialistas do setor de saúde, ficou claro que o tempo é um fator decisivo para salvar vidas em casos de parada cardíaca. Segundo o cardiologista Sérgio Timerman, do InCor (Instituto do Coração) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o intervalo ideal entre a ocorrência do evento e a aplicação do primeiro choque de desfibrilador é de menos de três minutos. Timerman destacou que atingindo esse prazo, a taxa de sobrevivência pode chegar a cerca de 70%, como é o caso de cassinos em Las Vegas, onde a rápida intervenção eleva a porcentagem de pessoas salvas a mais de 70%.

Já o Dr. Roberto Kalil, renomado cardiologista, juntamente com Camila Lunardi, médica emergencista e presidente da ABRAMEDE (Associação Brasileira de Medicina de Emergência), reforçam que cada segundo conta na resposta à parada cardíaca. Segundo eles, as manobras de ressuscitação e o uso de desfibriladores devem ser iniciados imediatamente por qualquer pessoa presente, mesmo sem formação médica. Camila Lunardi alertou que o risco principal de intervenção por leigos não está na manobra em si, mas na possibilidade de iniciar a massagem em um paciente que não esteja realmente em parada cardíaca, o que pode causar complicações desnecessárias.

Ela explicou ainda que a massagem cardíaca funciona como uma substituição temporária do batimento do coração, e deve ser feita o mais rápido possível quando há suspeita de parada. Além disso, a presença de desfibriladores automáticos em locais de grande circulação de pessoas, como estações de metrô, tem contribuído significativamente para altas taxas de recuperação de pacientes em casos de emergência, pois a aplicação do choque em poucos minutos aumenta drasticamente as chances de sobrevivência.

Os especialistas também mencionaram que a legislação brasileira torna obrigatória a presença de desfibriladores em ambientes com fluxo intenso de pessoas e que essas unidades devem estar acompanhadas de equipes treinadas para uso adequado. Ainda conforme Sérgio Timerman, o uso correto e imediato do desfibrilador nos primeiros minutos é fundamental, reforçando que, ao chegar ao local, a prioridade é a rápida realização das compressões torácicas e da aplicação do choque.

Tudo indica que a agilidade na resposta é determinante para a sobrevivência, com profissionais alertando que quanto mais cedo a intervenção começar, maior a chance de evitar sequelas ou óbitos. Em suma, embora a intervenção de leigos envolva riscos, o risco de não agir é ainda maior, e conhecimentos básicos sobre o uso do desfibrilador podem fazer toda a diferença na hora da emergência.

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O que sabemos?

  • Tempo ideal para aplicação do desfibrilador em menos de 3 minutos.
  • Taxa de sobrevivência sobe para cerca de 70% com intervenção rápida, como em cassinos de Las Vegas.
  • Leigos podem ajudar na reanimação, desde que saibam usar desfibrilador e iniciem a massagem corretamente.
  • Legislação brasileira exige desfibriladores em locais com grande circulação de pessoas, com equipes treinadas.

Fontes

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