Saúde

Surto de sarampo em Bangladesh causa quase 900 mortes e acende alerta global

Em apuração ?

Aumento de casos ocorre após anos de baixa cobertura vacinal e impacto da pandemia de COVID-19

Criaça recebendo vacina em campanha de saúde pública
Imagem: Folha de S.Paulo

Segundo fontes, quase 900 pessoas, principalmente crianças, podem ter morrido devido a um surto de sarampo que começou em março em Bangladesh, onde a vacinação infantil sofreu efeito da pandemia.

Um grave surto de sarampo em Bangladesh, que tem causado a suspeita de aproximadamente 900 mortes até o momento, chamou a atenção de especialistas em saúde pública. Ainda não confirmado oficialmente, esse número alarmante foi divulgado por uma fonte que acompanha de perto a situação no país, onde a doença, altamente infecciosa, se espalha rapidamente. A crise se agravou após anos de queda na cobertura vacinal, prejudicada principalmente pelo impacto da pandemia de COVID-19, que interrompeu rotineiramente programas de imunização.

Segundo informações, a maioria das vítimas são crianças. O país, que tinha a meta de eliminar o sarampo e a rubéola até 2020, viu esses objetivos ficarem ameaçados pelos efeitos colaterais das medidas de controle da pandemia, incluindo a suspensão temporária de campanhas de vacinação e uma crescente desconfiança da população quanto às vacinas. Ainda conforme a fonte, quase metade da população de Bangladesh apresentava resistência à vacinação durante o auge da pandemia, o que pode ter contribuído para o aumento no número de crianças vulneráveis ao vírus.

Dados recentes indicam que, entre 15 de março e 6 de setembro de 2026, Bangladesh registrou uma alta de casos suspeitos de sarampo, chegando a 92 por 100 mil habitantes, além de 11 casos confirmados na mesma proporção. Com uma população estimada em 178 milhões de pessoas, o país enfrenta um cenário preocupante à medida que a cobertura vacinal caiu para cerca de 87%. Para tentar controlar o surto, o grupo de especialistas em vacinação do país aprovou, em março de 2026, uma campanha emergencial voltada a crianças de seis meses a cinco anos, incluindo medidas adicionais para bebês de seis a oito meses, que normalmente não fazem parte da rotina padrão de imunização.

Para reforçar a proteção contra o vírus, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou, durante essa campanha, uma dose extra da vacina contra sarampo e rubéola, além das duas doses tradicionais. Essa medida visa criar uma espécie de barreira imunológica mais resistente, tentando frear a transmissão e evitar casos graves. A campanha começou no início de abril e foi inicialmente realizada em 30 subdistritos de 18 áreas prioritárias, sendo ampliada posteriormente para todo o país. Essa foi a primeira ação nacional contra o sarampo desde 2020, evidenciando o retorno de uma doença que se acreditava estar sob controle, mas que voltou a se espalhar com força devido às fragilidades do sistema de saúde local.

Segundo ainda informações, os serviços de vacinação de rotina foram duramente impactados pelo cenário de instabilidade política e pela própria pandemia, deixando muitas crianças sem a proteção adequada contra doenças como o sarampo. Como medida de suporte, todas as crianças com suspeita ou confirmação do vírus receberam vitamina A, um tratamento simples que ajuda a reduzir o risco de agravamento da doença e de óbitos. Ainda não há uma confirmação oficial sobre os números exatos, e o governo de Bangladesh ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto, reforçando a necessidade de monitoramento internacional para evitar que a doença se espalhe para outros países onde as taxas de imunização também estejam baixas.

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O que sabemos?

  • Quase 900 mortes suspeitas de sarampo em Bangladesh desde março de 2026
  • Maioria das vítimas são crianças
  • Cobertura vacinal caiu para aproximadamente 87%
  • Campanha emergencial de vacinação começou em abril de 2026
  • OMS recomendou dose adicional de vacina durante o surto

Fontes

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