Saúde

Estudo aponta riscos da obsessão por exercícios físicos e recomenda cuidados

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Pesquisa revela que prática compulsiva de esportes pode prejudicar saúde física, mental e social

Imagem ilustrativa de uma pessoa praticando corrida com expressão de esforço
Imagem: CNN Brasil

Um estudo recente destaca os perigos de uma relação obsessiva com a atividade física, alertando sobre os prejuízos que o vício em exercícios pode causar ao corpo, à mente e às relações sociais.

Um estudo desenvolvido por pesquisadores das universidades ELTE Eötvös Loránd, Széchenyi István na Hungria e Flinders na Austrália traz um alerta importante: a prática obsessiva de esportes e exercícios físicos pode trazer sérios riscos à saúde física, mental e social. Segundo a pesquisa, feita a partir de questionários aplicados em pequenas amostras, entre 3% e 42% dos participantes em diferentes populações apresentam sinais de dependência em relação à atividade física.

De acordo com a publicação no Journal of Behavioral Addictions, a análise se apoiou na Exercise Dependence Scale (Escala de Dependência de Exercícios), que avalia sete aspectos relacionados à relação da pessoa com a prática esportiva: tolerância, abstinência, efeitos de intenção, falta de controle, tempo excessivo, redução de outras atividades e continuidade. A diferença entre uma paixão saudável pelo esporte e uma dependência forte é observada na crescente perda de controle e na compulsão, que leva a uma prática por vezes desmedida, mesmo diante de lesões ou doenças.

Os pesquisadores afirmam que o vício em exercícios pode se manifestar quando a pessoa continua a praticar, mesmo sentindo dores ou estando doente, além de experimentar sintomas de abstinência e sofrimento emocional na ausência da atividade. Ainda não há um consenso na medicina sobre essa condição, mas os autores do estudo sugerem que intervenções psicoterapêuticas, estratégias de reabilitação e abordagens similares às utilizadas para outros vícios podem ser eficazes no combate à dependência compulsiva por exercícios. Entre as recomendações, está a busca por tratamento psicoterapêutico para quem apresentar esses sintomas, bem como a adoção de treinos mais moderados, evitando a prática excessiva sem uma orientação adequada.

Além dos efeitos físicos, a pesquisa alerta para os prejuízos sociais decorrentes do vício, como o isolamento social por uma tendência de esquecer responsabilidades com amigos e familiares. Ainda, a prática contínua e compulsiva muitas vezes leva a problemas psicológicos, como ansiedade, depressão e transtornos de humor, além de aumentar o risco de lesões e de agravar condições de saúde já existentes.

Embora ainda não haja confirmação oficial de que a obsessão por exercícios afete uma parcela significativa da população, o estudo reforça a importância de atenção ao equilíbrio entre paixão por esportes e controle do uso. Os autores indicam que, com o apoio adequado, os dependentes podem recuperar uma relação mais saudável com a atividade física, valorizando o bem-estar geral e a saúde mental, sem abrir mão dos benefícios que a prática moderada oferece.

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O que sabemos?

  • A pesquisa foi publicada no Journal of Behavioral Addictions.
  • Entre 3% e 42% dos participantes apresentaram risco de vício em exercícios.
  • O estudo utilizou a Exercise Dependence Scale para avaliar a relação das pessoas com a atividade física.
  • Os sinais de dependência incluem praticar mesmo com lesões, sintomas de abstinência, e isolamento social.
  • Recomenda-se tratamento psicoterapêutico e treinos moderados aos que apresentam esses sintomas.

Fontes

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