Saúde

Estudo alerta para uso prolongado de malhas pós-cirúrgicas em calor intenso

Em apuração ?

Pesquisa destaca necessidade de cuidados com higiene da pele para pacientes em recuperação de cirurgias estéticas

Paciente com malha pós cirúrgica ao ar livre durante clima quente
Imagem: CNN Brasil

Uma pesquisa avaliou que o uso prolongado de malhas compressivas após procedimentos como lipoaspiração pode atrasar a recuperação em períodos de calor intenso. Especialistas reforçam cuidados redobrados com a higiene da pele nessa fase.

Um estudo recente publicado na revista Pubmed aponta que o uso prolongado de malhas pós-cirúrgicas, frequentemente indicadas para ajudar na recuperação de procedimentos estéticos como lipoaspiração e abdominoplastia, pode não ser benéfico durante os períodos de calor extremo. Segundo a pesquisa, realizada com 120 pacientes, esses dispositivos podem atrasar a regressão do inchaço e causar uma redução transitória no fluxo venoso.

De acordo com a cirurgiã plástica Cecília Ruiz, participante da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica), o estudo reforça que a cinta cirúrgica não deve ser usada de maneira automática ou por tempo indeterminado. Ela destaca que, no calor, a umidade e a transpiração aumentam, o que exige atenção redobrada com a higiene da pele para evitar complicações no processo de cicatrização.

A pesquisa avaliou os efeitos do uso contínuo da cinta por períodos de um, três e cinco meses, indicando que períodos prolongados podem não trazer benefícios e podem prejudicar o processo de recuperação natural do corpo após cirurgias plásticas.

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O que sabemos?

  • O uso prolongado de malhas pós-cirúrgicas em períodos de calor intenso pode atrasar a regressão do inchaço e reduzir transitóriamente o fluxo venoso.
  • A combinação do calor com o uso de malhas exige cuidados redobrados com a higiene da pele para evitar complicações no processo de cicatrização.
  • O estudo foi realizado com 120 pacientes e comparou o uso de malhas compressivas por diferentes períodos: um, três e cinco meses.
  • A cirurgiã plástica Cecília Ruiz ressaltou que a cinta cirúrgica não deve ser usada de forma automática ou por tempo indeterminado.

Fontes

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