Saúde

Número de mulheres que nunca fizeram exame preventivo do câncer do colo do útero cresce nos EUA

Em apuração ?

Proporção de jovens entre 21 e 29 anos que nunca realizaram o exame saltou de 12,5% para quase 32% em 18 anos

Mulher realizando exame preventivo
Imagem: CNN Brasil

Pesquisa norte-americana aponta aumento significativo no índice de mulheres que não fazem o exame preventivo do câncer do colo do útero, considerado um dos tipos de câncer mais preveníveis. Especialista explica importância do rastreio e os riscos da negligência.

Um estudo divulgado recentemente pela CNN Brasil, com base em dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), revelou um crescimento preocupante na proporção de mulheres que nunca realizaram o exame preventivo do câncer do colo do útero. A análise considerou mais de 106 mil mulheres elegíveis para o rastreio entre 2005 e 2023 e registrou que, entre jovens de 21 a 29 anos, esse percentual aumentou de 12,5% em 2005 para quase 32% em 2023, chegando a aproximadamente 6,2 milhões de americanas nessa faixa etária que nunca fizeram o exame.

A situação também se agrava entre mulheres de 30 a 65 anos, faixa tida como mais vulnerável ao câncer do colo do útero. Segundo dados apresentados no mesmo estudo, a proporção daquelas que nunca realizaram o exame preventivo subiu de 5,3% para cerca de 15% no período analisado. Isso indica um crescimento significativo, apesar do exame ser fundamental para detectar alterações pré-cancerígenas em estágios iniciais, evitando a evolução para o câncer propriamente dito.

Para compreender melhor o que pode estar motivando esse abandono da prevenção, a reportagem conversou com a Dra. Leana Wen, especialista em bem-estar da CNN, médica de emergência e professora associada clínica na Universidade George Washington. Dra. Wen destacou que “o exame preventivo do colo do útero é uma ferramenta eficaz para tratar lesões antes que se tornem câncer”, e alertou que a queda na procura é especialmente preocupante diante da possibilidade de sequelas e maiores custos para famílias e para o sistema de saúde.

A médica ainda afirmou que “muitas mulheres podem não estar cientes da importância do rastreio ou enfrentar barreiras de acesso ao exame”, entre elas a falta de informações claras, receios sobre o procedimento ou dificuldades logísticas, como ausência de transporte ou horários compatíveis com a rotina diária. Ela recomendou que as mulheres procurem orientação médica e procurem realizar os exames indicados para garantir o diagnóstico precoce.

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O câncer do colo do útero é considerado um dos tipos de câncer mais preveníveis, justamente por meio da detecção precoce das alterações celulares em exames regulares, que permitem o tratamento antes do desenvolvimento da doença. Ainda assim, o aumento do número de mulheres que não realizam o rastreio é um evento que chama a atenção, sobretudo em uma época em que campanhas de saúde pública tentam ampliar o acesso e a conscientização sobre a importância da prevenção.

Vale destacar que as informações repassadas são resultado de um levantamento exclusivo da CNN Brasil baseado em dados oficiais, e até o momento essa notícia ainda não foi confirmada por outras fontes independentes. O impacto social e econômico de tal cenário, como já observa a população brasileira em relação a outros tipos de câncer, reforça o papel fundamental do exame e dos cuidados preventivos para reduzir o peso do câncer do colo do útero nas famílias e no sistema de saúde.

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O que sabemos?

  • Proporção de mulheres entre 21 e 29 anos que nunca fizeram exame preventivo do câncer do colo do útero nos EUA aumentou de 12,5% em 2005 para quase 32% em 2023.
  • No grupo de 30 a 65 anos, percentual subiu de 5,3% para quase 15% no mesmo período.
  • Estudo analisou dados de mais de 106 mil mulheres elegíveis para o exame entre 2005 e 2023.
  • Especialista Dra. Leana Wen alertou que o exame é fundamental para detectar alterações e evitar câncer avançado.

Fontes

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