Cresce o número de casos de sarampo no Brasil e reforça a importância da vacinação
Com casos importados em diferentes estados, autoridades alertam para a necessidade de imunização preventiva
Em 2026, o Brasil confirmou 52 casos de sarampo, todos adquiridos fora do país. Países das Américas registraram o maior surto em mais de duas décadas, levando OMS a pedir reforço na vacinação.
Segundo fontes do Ministério da Saúde, o Brasil registrou até o momento 52 casos confirmados de sarampo em 2026, sendo 41 deles em São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro. Os dados indicam que todos esses casos foram importados, ou seja, adquiridos fora do território nacional, e a maioria das pessoas infectadas não estavam imunizadas. Ainda não há confirmação oficial sobre novas ocorrências, mas o crescimento no número de casos tem preocupado as autoridades de saúde.
O sarampo, considerado uma das doenças infecciosas mais contagiosas do mundo, voltou a assustar o Brasil após uma aparente eliminação em 2016. Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), ações intensivas de imunização realizadas nos anos anteriores garantiram a redução de casos no país, especialmente em São Paulo, onde campanhas de vacinação terminaram em agosto. Entretanto, a circulação do vírus entre países das Américas teve um aumento expressivo, com o maior registro em mais de vinte anos, de acordo com a OPAS. Guatemala, México, Estados Unidos e Peru concentram aproximadamente 95% dos casos confirmados nesta região.
Em âmbito nacional, a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo já confirmou dois novos casos nesta semana, elevando o total da cidade para 32. O município também anunciou que tem 16 pessoas infectadas, após detectar um novo caso de sarampo, o que demonstra que a transmissão ainda está ativa e suscetível a se espalhar caso a imunização continue atrasada ou incompleta. Segundo fontes da Organização Mundial da Saúde, governos estão sendo orientados a reforçar a campanha de imunização e lembrar a população de que a vacina contra o sarampo é gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Especialistas destacam que o principal público-alvo para a vacinação continua sendo crianças e indivíduos com o sistema imunológico frágil. Adultos que não têm certeza se foram imunizados também devem procurar unidades de saúde para atualizar a caderneta. O vírus se transmite pelo ar, por gotículas de saliva ou secreções respiratórias, podendo permanecer em ambientes fechados por até duas horas após uma pessoa infectada passar pelo local. Os sintomas iniciais incluem febre alta, tosse, coriza e conjuntivite, seguidos pelo surgimento de manchas vermelhas que começam na face e se espalham pelo corpo, podendo evoluir para complicações graves, como pneumonia, otite, diarreia intensa, desidratação e, em casos mais raros, encefalite, condição que pode levar à morte.
Apesar de ser muitas vezes associada a doenças infantis e considerada de evolução simples, o sarampo representa uma ameaça séria à saúde pública, especialmente devido à facilidade de transmissão e às possíveis complicações. Como medida de prevenção, as autoridades reforçam o apelo para que a população se vacine e evite aglomerações em ambientes fechados durante surtos, principalmente para proteger bebês e gestantes. Ainda segundo fontes do setor de saúde, casos de febre com manchas vermelhas devem ser tratados com atenção, e o atendimento médico deve ser procurado o quanto antes para confirmação e início do tratamento, mesmo que não exista um remédio específico contra a doença.
O que sabemos?
- Brasil confirmou 52 casos de sarampo em 2026, todos importados.
- Maioria dos casos ocorre em São Paulo, Amazonas e Rio de Janeiro.
- Casos na América do Norte, Central e do Sul representam o maior surto em mais de duas décadas, segundo OPAS.
- Vacina contra sarampo é gratuita pelo SUS, mas campanhas de imunização terminaram em agosto em São Paulo.
Fontes
- CNN Brasil imprensa




