Atuação de atriz resgata história de família e reforça luta contra fibromialgia
Isabela Garcia revive experiência da mãe ao interpretar personagem na TV
Ao interpretar personagem com fibromialgia em novela, atriz relembra os desafios de sua família com a síndrome, que causa dores crônicas e impacto emocional.
Na sua mais recente atuação na novela "Quem ama cuida", a atriz Isabela Garcia interpretou uma personagem chamada Elisa, que enfrenta semanas de sofrimento devido à fibromialgia, uma síndrome marcada por dores intensas e fadiga. A experiência de dar vida a essa personagem trouxe à tona uma lembrança importante na vida da atriz, que acompanhou de perto a luta de sua própria mãe contra a doença. Segundo Isabela, "minha mãe tinha fibromialgia. Ela sofria muito com muitas dores e achavam que era uma coisa, achavam que era outra. A pessoa passa por momentos difíceis de saúde, de dores absurdas, de altos e baixos. Isso mina o psicológico da pessoa". A atriz destaca que essa história reflete a realidade de muitos pacientes que enfrentam dificuldades para obter um diagnóstico preciso, pois a fibromialgia costuma não aparecer em exames laboratoriais ou de imagem. Ainda segundo ela, a doença é manifestada por dores generalizadas, fadiga e alterações cognitivas, mas muitas vezes os médicos fazem vários exames sem sucesso, antes de chegar ao diagnóstico correto. A história da personagem na novela lembra a trajetória de pacientes como Daiana, que também falou ao Fantástico e contou que, antes de receber o diagnóstico, passou por diversas consultas com especialistas, sem sucesso, e só conseguiu entender a sua condição após uma longa busca por respostas. Especialistas afirmam que a fibromialgia está relacionada a uma disfunção no sistema nervoso central, que altera a forma como o cérebro processa a dor, tornando estímulos comuns dolorosos. A doença tem forte impacto social, laboral e familiar, pois muitas pessoas relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou realizar tarefas simples nos momentos de crise. Uma das pessoas diagnosticadas relatou ao divulgar que "a primeira coisa que a fibromialgia me tirou foi o sorriso, porque sorrir dói, incomoda". Ainda de acordo com a fonte, grupos de apoio têm surgido como espaço de troca e conscientização, reivindicando maior acesso a tratamentos e combate ao preconceito. Uma lei, em vigor desde janeiro, reconhece a fibromialgia como deficiência, mas aspectos como aposentadoria por invalidez ou auxílio-doença dependem de avaliação médica. Apesar de 80% dos pacientes serem mulheres, há uma percepção de que os homens suportam mais as dores, uma questão que reforça possíveis vieses de gênero. Na região de Niterói, no Rio de Janeiro, um grupo discute ações para ampliar a informação sobre a síndrome e combater estigmas, destacando que a fibromialgia não é "frescura" ou "coisa da cabeça", mas uma condição física real. A iniciativa também busca garantir o acesso aos remédios mais eficazes pelo SUS e padronizar as perícias médicas para avaliação da capacidade de trabalho dos pacientes, segundo uma especialista ouvida pela fonte. A luta por maior compreensão e reconhecimento da síndrome continua, pois a fibromialgia permanece uma condição desafiadora para milhões de brasileiros, muitas vezes envolta em preconceitos e desconhecimento.
O que sabemos?
- Isabela Garcia interpretou uma personagem com fibromialgia na novela "Quem ama cuida".
- A atriz relembrou a luta da mãe contra a síndrome, marcada por dores e diagnóstico difícil.
- Fibromialgia é uma doença que causa dores crônicas, fadiga e alterações cognitivas, sem sinais claros em exames.
- A doença afeta principalmente mulheres, mas há um viés de que os homens suportam mais as dores.
- Grupos de apoio atuam em Niterói para conscientizar sobre a fibromialgia e ampliar acesso a tratamentos.
Fontes
- G1 imprensa



