Política

STF promove debates separados sobre ministros Moraes e Mendonça em meio a tensão política

Confirmada por múltiplas fontes ?

Decisões ocorrem enquanto pesquisa revela apoio popular dividido para impeachment

Imagem ilustrativa do plenário do Supremo Tribunal Federal com ministros em sessão
Imagem: G1

O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou o julgamento conjunto de casos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, marcando sessões distintas. Uma pesquisa Datafolha mostra que grande parte da população é favorável ao impeachment de Moraes, enquanto opiniões sobre Mendonça continuam divididas.

O clima no Supremo Tribunal Federal (STF) revela uma crescente tensão política e institucional, com a rejeição do presidente do tribunal, ministro Edson Fachin, de discutir, na mesma sessão, os processos relacionados aos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Segundo fontes do próprio STF, Fachin afirmou que o julgamento das mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, que teria trocado mensagens com Moraes, ficou para a próxima semana, enquanto uma discussão mais ampla sobre Mendonça foi adiada para a semana seguinte. Ainda não há confirmação oficial sobre o andamento desses processos, e o próprio ministro Fachin destacou que o prazo para receber informações sobre o pedido de investigação feito por Moraes, baseado em relatórios da Polícia Federal, ainda não terminou.

Em meio a esse cenário de disputas internas, uma pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (12) evidencia que a opinião pública também está dividida. Segundo o levantamento, 28% dos brasileiros acreditam que o ministro Moraes deveria sofrer um impeachment, enquanto 12% pensam que o mesmo deveria acontecer com Mendonça. Quando o assunto é o afastamento temporário, 37% dos entrevistados defendem que Mendonça se afaste do cargo, enquanto 34% preferem que Moraes deixe temporariamente suas funções. O estudo também aponta que 7% das pessoas não veem problemas na atuação de Moraes, enquanto 5% consideram ilegal o vazamento de conversas nas investigações. Para Mendonça, 25% dos entrevistados afirmam que ele não teria cometido ilegalidade, e 11% defendem sua renúncia.

Especialistas destacam que a crise envolvendo Moraes e Mendonça é apenas um capítulo de um quadro mais amplo de degradação institucional no STF, uma crise que vem se arrastando por anos. Segundo um professor associado do Insper, com doutorado pela Universidade Yale, a disputa entre os ministros, embora inédita em sua forma, reflete problemas mais profundos na corte. Ainda que não haja confirmações oficiais de qualquer ilegalidade ou ações criminosas até o momento, a disputa aberta evidencia o fortalecimento de um clima de instabilidade dentro do STF, que impacta diretamente a credibilidade das instituições judiciais.

Ao que tudo indica, o desfecho dessas investidas institucionais e a repercussão na opinião pública ainda estão por se desenrolar, e o cenário sugere que a crise no Supremo será um tema a ser acompanhado de perto pelas forças políticas e pela sociedade civil nas próximas semanas.

Publicidade

O que sabemos?

  • Fachin rejeitou discutir os casos de Moraes e Mendonça na mesma sessão.
  • Julgamento das mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes está marcado para 15 de novembro.
  • Discussão sobre a conduta de Mendonça nas investigações do Banco Master e fraudes do INSS será na semana seguinte.
  • Pesquisa Datafolha mostra 28% dos brasileiros querem o impeachment de Moraes.
  • 12% apoiam o impeachment de Mendonça.
  • 37% defendem afastamento temporário de Mendonça; 34% de Moraes.
  • 7% não veem problemas na atuação de Moraes, 5% consideram vazamento ilegal.
  • 25% acham que Mendonça não cometeu ilegalidade, 11% defendem sua renúncia.

Fontes

Publicidade