Eleições na Suécia questionam participação de partido extremista no governo
Decisão que pode definir futuro político do país ocorre neste domingo, após acordo com legenda de origem neonazista ser considerado uma mudança radical pelo governo atual.
A Suécia realiza eleições parlamentares que podem determinar se o partido Democratas Suecos, de origem neonazista, terá papéis no governo. A decisão ocorre num momento de forte debate sobre imigração e estabilidade política.
Neste domingo (13), a Suécia responde a uma questão que tem provocado debates acalorados no país: a legislação extremista pode ou não integrar oficialmente o próximo governo? Em meio a uma eleição parlamentar de caráter quase plebiscitário, os eleitores suecos estão decidindo se apoiam ou não a participação do partido Democratas Suecos, uma legenda originada de movimentos considerados neonazistas, no novo gabinete do país. O atual primeiro-ministro, Ulf Kristersson, já afirmou que, se for reeleito, admita integrantes do partido extremista em seu governo, alegando necessidade de manter a estabilidade da administração. Segundo fontes, o apoio do partido às votações no Riksdag — o Parlamento sueco — foi fundamental para a sustentação do atual bloco conservador, liderado pelos Moderados, partido do próprio Kristersson, que há décadas domina a política do país. Ainda assim, a guinada do líder foi surpreendente, especialmente considerando que, há apenas duas eleições anteriores, ele havia prometido a um sobrevivente do Holocausto que jamais trabalharia com os Democratas Suecos. Agora, a postura do governo mudou drasticamente, com a administração absorvendo grande parte do discurso anti-imigração promovido pelo partido de ideologia nacionalista. Essa mudança é vista como uma evolução notória na política sueca, que possui uma legislação sobre imigração considerada rígida até na Europa, uma das mais severas do continente.
Segundo ainda não oficialmente confirmado, a questão ganhou destaque internacional e coloca a Suécia em um momento crucial de sua história política. No mês passado, um exemplo dessa legislação mais rígida foi um caso de um britânico de 74 anos, com demência, que recebeu uma ordem judicial para deixar o país em apenas dez dias. Ainda sem uma decisão final, o julgamento faz parte de uma série de políticas que visam controlar quem entra e quem permanece na Suécia. O cenário, por si só, já demonstra o clima de tensão e o impacto dessas discussões sobre as políticas de imigração e extremismo no país.
A opinião pública está dividida. Enquanto alguns apoiam a postura do governo de manter a estabilidade, outros criticam a aproximação com um partido considerado de origem neonazista, alegando que isso pode prejudicar a imagem internacional da Suécia. Ainda não há uma confirmação definitiva de que o partido Democratas Suecos será integrante do próximo governo, mas a realização dessa eleição e os desdobramentos dela são considerados de grande importância política, nacional e até europeia. O resultado, esperado ao final do dia, pode redefinir as alianças na política do país e abrir um precedente para outros países que enfrentam questões similares ligadas ao extremismo político.
O que sabemos?
- Eleição na Suécia ocorre neste domingo, 13 de novembro.
- Partido Democratas Suecos, de origem neonazista, pode participar do próximo governo.
- Primeiro-ministro Ulf Kristersson afirmou que, se reeleito, admitiria membros do partido extremista.
- A participação do partido no governo foi apoiada pelas votações no Parlamento e pela maior bancada dos conservadores.
- Kristersson prometeu anteriormente nunca trabalhar com os Democratas Suecos, mas mudou de postura.
- A mudança de estratégia é vista como um movimento para manter a estabilidade do governo.
- Um caso recente de política rígida de imigração envolveu a ordem de expulsão de um britânico de 74 anos com demência.
Fontes
- UOL Notícias imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa





