Política

PSD adota neutralidade no segundo turno e o impacto nas lideranças regionais

Informações checadas ?

Decisão do partido influencia posicionamento de seus apoiadores após resultados do primeiro turno

Lideranças do PSD durante anúncio de neutralidade no 2º turno
Imagem: Folha de S.Paulo

O PSD anunciou que manterá postura neutra na eleição presidencial do segundo turno, liberando seus diretórios e lideranças estaduais para escolherem seus apoiamentos individualmente, enquanto Cabo Goiás, um dos principais nomes do partido, evita definir apoio imediato.

Na noite deste domingo (4), o Partido Social Democrático (PSD) oficializou sua decisão de permanecer neutro no segundo turno da eleição presidencial. Segundo informações divulgadas pelo presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, a orientação é que as instâncias estaduais, parlamentares e lideranças possam definir seus apoios de forma independente, sem uma orientação centralizada da direção nacional. Kassab justificou a postura ao afirmar que essa decisão reflete a diversidade de cenários estaduais vivenciados durante a campanha, em que diferentes regiões apresentaram alianças distintas. Ainda segundo Kassab, o partido, que lançou seu primeiro candidato à Presidência, Ronaldo Caiado, não conseguiu o desempenho esperado, já que Caiado terminou em quarto lugar, com apenas 2,18% dos votos, com 99,95% das urnas apuradas, e, por isso, não teve seu apoio oficial direcionado à nenhum dos candidatos que disputarão o segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. A decisão foi confirmada pouco após o resultado do primeiro turno, que revelou uma divisão significativa entre as regiões do Brasil. Lideranças regionais do Norte e do Nordeste tendem a apoiar o ex-presidente Lula, enquanto alas do Centro-Oeste, Sul e Sudeste mostram preferência por Flávio Bolsonaro. Kassab também destacou o bom desempenho do partido nas eleições legislativas, que elegeu cerca de 40 deputados federais, dois senadores, mais de 100 deputados estaduais e quatro governadores em primeiro turno. Já Ronaldo Caiado, que tentou a reeleição e é uma figura central do partido, comentou a derrota, afirmando que 'caiu de pé' e que conversaria com Kassab antes de definir seu posicionamento no segundo turno. Caiado não quis se pronunciar oficialmente sobre apoio imediato, mas parabenizou a eleição de Daniel Vilela ao governo de Goiás, uma liderança ligada ao partido e que foi vice na gestão do próprio Caiado no estado. A decisão do PSD gerou expectativas de que as lideranças do partido possam apoiar diferentes candidatos a nível nacional, refletindo a dinâmica interna e as preferências regionais, o que torna o cenário político mais fragmentado na rodada final das eleições.

Publicidade

O que sabemos?

  • PSD adotou neutralidade no 2º turno da eleição presidencial.
  • Gilberto Kassab anunciou a decisão na noite de domingo (4).
  • Ronaldo Caiado terminou em quarto lugar no primeiro turno, com 2,18% dos votos.
  • Lideranças regionais do Norte e Nordeste tendem a apoiar Lula.
  • Lideranças do Centro-Oeste, Sul e Sudeste tendem a Flávio Bolsonaro.

Fontes

Publicidade