Política

Nova composição política em São Paulo gera debates sobre posições conservadoras e progressistas

Em apuração ?

Eleições na Alesp reforçam diversidade de opiniões, incluindo nomes conservadores e ativistas pelos direitos civis

Imagem: Folha de S.Paulo

A Assembleia Legislativa de São Paulo anunciou sua nova formação com figuras variadas, de veteranos a estreantes, e com posicionamentos políticos divergentes, incluindo uma jovem de 23 anos que se identifica como 'a maior inimiga das feministas' e uma deputada transexual apoiada por Erika Hilton.

Na eleição para a nova Assembleia Legislativa de São Paulo, diversos nomes conquistaram votos expressivos, refletindo uma pluralidade de opiniões e posições políticas no estado. Segundo fontes da Folha de S.Paulo, a composição inclui figuras tradicionais como Eduardo Suplicy (PT), que retornou ao cargo depois de ocupar seu último mandato nos anos 1970, e Luiza Erundina (PSOL), que também será deputada pela primeira vez na Assembleia. Suplicy, de 85 anos, recebeu cerca de 654 mil votos e é conhecido por defender a renda básica universal, a economia solidária e o uso medicinal da cannabis, enquanto Erundina, de 91 anos, é defensora de melhorias no transporte público e de políticas de proteção às mulheres e adolescentes.

Além desses veteranos, a eleição foi marcada por uma nova espécie de representante: Eduarda Campopiano (PL), de apenas 23 anos e com 1,9 milhão de votos — o que a coloca como a candidata mais votada na disputa. Segundo ela, sua estratégia política inclui posições conservadoras, sendo ela mesma identificada como "a maior inimiga das feministas". Ela também questionou publicamente a tipificação do feminicídio e ganhou notoriedade ao afirmar, em debates nas redes sociais, que é "antifeminista" e "do PL". Ainda em sua cidade natal, Campinas, ela foi eleita vereadora de Praia Grande e enfatizou sua atuação na saúde pública, afirmando ter enviado todos os emendas ao orçamento municipal para essa área.

No aspecto de representatividade na Assembleia, destaca-se o caso de Sofia Favero (PSOL), trans, que conquistou 407 mil votos. Apoiada por Erika Hilton, a deputada federal mais votada do país, Sofia atua como psicóloga, escritora e ativista pelos direitos da população transexual, além de defender temas na educação pública, urbanismo e a proteção de minorias. Ainda entre os eleitos, há nomes como Regina Nunes (MDB), primeira-dama de São Paulo, eleita com foco na causa animal, e Duda Hidalgo, com mais de 154 mil votos, que busca ampliar temas de educação e inclusão do interior na agenda legislativa.

Outro destaque é Thammy Miranda (PSD), filho da cantora Gretchen, que é homem trans e vereador na capital paulista; ele conquistou uma cadeira na assembleia com 85 mil votos. Na lista de reeleitos, também permanecem nomes experientes, como Barros Munhoz (PSD), em seu oitavo mandato, e Carlos Giannazi (PSOL), em seu sexto período. Mesmo com as diferenças de posicionamento, a diversidade na composição revela um cenário político cada vez mais plural e conturbado, onde pautas conservadoras e progressistas convivem:**, concluiu um especialista ouvido por esta reportagem, ainda sem confirmação oficial do número de votos de alguns candidatos.

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O que sabemos?

  • Eduarda Campopiano foi a candidata mais votada, com 1,9 milhão de votos.
  • Suplicy e Erundina, veteranos do PT e PSOL, retornam à Alesp após anos afastados.
  • Sofia Favero, trans, chegou com 407 mil votos, apoiada por Erika Hilton.
  • Thammy Miranda, homem trans e filho de Gretchen, foi eleito com 85 mil votos.
  • Diversidade de opiniões na nova composição traz tanto conservadores quanto ativistas pelos direitos civis.

Fontes

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