Mudança na liderança da bancada evangélica revela desgaste da velha guarda
Após anos de revezes, figuras tradicionais perdem espaço na política e sinalizam nova fase
Desde 2018, cinco deputados ocuparam a presidência da bancada evangélica, mas só um conseguiu se reeleger para o cargo; renovação reflete desgaste e transição geracional
Desde a vitória de Jair Bolsonaro em 2018, a bancada evangélica na Câmara dos Deputados tem passado por um período de transição, marcado pela perda de peso de seus antigos líderes. Segundo uma fonte especializada na política brasileira, cinco parlamentares ocuparam a presidência do grupo ao longo desses anos, mas, no atual ciclo eleitoral, apenas um conseguiu se reeleger para manter a posição. Tratase de Sóstenes Cavalcante, do PL, que foi escolhido com a sétima maior votação no estado do Rio de Janeiro, tendo como cabo eleitoral o pastor Silas Malafaia.
O cenário é ainda mais interessante ao se analisar quem deixou de voltar ao Congresso ou sequer prosperou nas últimas eleições. Por exemplo, o atual líder do bloco, Gilberto Nascimento, do Pode-SP, não conseguiu garantir seu mandato e, por ora, é considerado suplente. Outros ex-líderes, como Cezinha de Madureira, também do PL-SP, e que recentemente apareceu na mídia por suposta ligação com figuras do Supremo Tribunal Federal e ex-banqueiros, também não retornaram para o mandato. Além disso, Silas Câmara, que acumulava quase três décadas na Câmara, não conseguiu se reeleger nesta tentativa e essa mudança também evidencia a fadiga da velha guarda da bancada evangélica.
A renovação nas lideranças reflete uma transição geracional, na qual nomes tradicionais, ligados às igrejas e ao ancien régime político, estão perdendo espaço para um novo perfil de deputados. Entre os nomes que ficaram de fora, estão também Otoni de Paula, que, após se afastar do bolsonarismo, se aproximou de Lula, e o deputado Pastor Eurico, que também não conseguiu retornar. Ainda não há uma confirmação oficial sobre os eventuais fatores que contribuíram para esse fenômeno, mas especialistas apontam uma possível fadiga ou desgaste do estilo de política tradicional nesse segmento.
Por sua vez, a bancada evangélica, uma das mais influentes na política brasileira por sua base eleitoral significativa, demonstra sinais de mudança, refletindo uma dinâmica que pode impactar o alinhamento e as decisões partidárias na Câmara. Este movimento de renovação e troca de lideranças é uma tendência que ainda deverá ser observada nos próximos meses, considerando as eleições de 2026 e o que isso significa para o cenário político do país.
O que sabemos?
- Cinco deputados ocuparam a presidência da bancada evangélica desde 2018
- Apenas Sóstenes Cavalcante se reeleger para a liderança em 2026
- Ex-líderes como Gilberto Nascimento, Cezinha de Madureira e Silas Câmara não retornaram ao mandato
- Mudança indica desgaste da antiga geração de políticos evangélicos
- Transição geracional na bancada evangélica ocorre em um momento de renovação política
Fontes
- UOL Notícias imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa




