Política

Golpe usando nome do TSE causa confusão na internet ao cobrar taxas falsas de regularização

Em apuração ?

Fraude se aproveita do receio de eleitores para aplicar golpes com mensagens que parecem oficiais

Mensagem de alerta sobre golpe usando nome do TSE
Imagem: Olhar Digital

Criminosos alertam sobre mensagens que, usando o nome do Tribunal Superior Eleitoral, oferecem supostas pendências no CPF e pedem pagamento por Pix ou boleto. A Justiça Eleitoral reforça que não faz cobranças por esses meios e orienta cuidados para evitar prejuízos.

Uma nova tentativa de golpe com forte apelo emocional voltou a circular, desta vez explorando o temor de eleitores de enfrentar problemas para votar. Segundo informações de uma fonte especializada em segurança digital, criminosos estão enviando mensagens alegando que há uma pendência vinculada ao CPF da vítima, usando de credibilidade ao citar o nome do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Essas mensagens, que também podem chegar via WhatsApp, SMS ou e-mail, não são oficiais e visam enganar as pessoas para que efetuem pagamentos a criminosos.

De acordo com a fonte, ao clicar nos links enviados nessas mensagens, o eleitor é direcionado a páginas falsas que parecem confiáveis, onde são pressionados a pagar uma suposta multa ou taxa por Pix ou boleto. Tudo isso é feito usando dados reais das vítimas para aumentar a sensação de legitimidade. O objetivo dos golpistas, explica o especialista, é manipular a confiança e o medo, levando o eleitor a agir sob a falsa impressão de que precisa regularizar alguma pendência.

Segundo a fonte, a estratégia é considerada uma tática de engenharia social, que não explora vulnerabilidades tecnológicas, mas sim a vulnerabilidade emocional. Um dos aspectos utilizados pelos criminosos é o calendário eleitoral— o cadastro eleitoral está fechado desde 7 de maio e só será reaberto em 3 de novembro. Portanto, qualquer cobrança ou solicitação de atualização de cadastro neste período é falsa. Ainda assim, pessoas podem ser levadas a pagar multas de ausência às urnas, mas essa cobrança, se for legítima, deve ser feita pelos canais oficiais do Tribunal Eleitoral, e o pagamento deve ser feito ao Tesouro Nacional, preferencialmente via Pix.

Autoridades alertam que a própria Justiça Eleitoral não realiza cobranças ou solicita informações bancárias por mensagens, nem cobra por emissão ou atualização de título eleitoral. Além disso, o órgão reforça que, em caso de dúvidas, o eleitor deve consultar os canais oficiais para verificar se há alguma pendência de fato. Também vale destacar que o pagamento de multa por ausência às urnas, por si só, não regulariza um título cancelado para o segundo turno, o que reforça a necessidade de cautela ao receber esse tipo de mensagem.

Apesar do caráter fraudulento, a prática de golpes com o nome do TSE vem acontecendo de forma recorrente, e especialistas alertam que as tentativas podem continuar após o encerramento do segundo turno, com mensagens alegando a necessidade de atualizar dados ou regularizar pendências que ainda não existem. Assim, a recomendação é que os eleitores mantenham a atenção e desconfiança ao receber algum contato suspeito, evitando clicar em links ou fornecer dados pessoais a desconhecidos, principalmente por canais não oficiais. Um episódio recente, ainda em investigação, envolveu a substituição de uma urna eletrônica em Candelária (RS), após a tecla 3 travar, o que, segundo o TRE-RS, não configura uma fraude sistêmica, mas demonstrou a necessidade de cautela e atenção às informações oficiais dos órgãos eleitorais.

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O que sabemos?

  • Golpes usam nome do TSE para cobrar taxas falsas relacionados ao CPF.
  • Mensagens pedem pagamento por Pix ou boleto através de links falsos.
  • Cadastro eleitoral está fechado desde 7 de maio, reabrindo em 3 de novembro.
  • Pagamento de multa não regulariza automaticamente títulos cancelados.
  • Autoridades reforçam que o TSE não faz cobranças por esses meios nem solicita informações bancárias.

Fontes

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