Política

Silas Malafaia sobrevive à onda de derrotas de lideranças religiosas nas eleições de 2024

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Ally da família Bolsonaro, pastor mantém presença forte entre candidatos apoiados e resultados eleitorais

Silas Malafaia em evento religioso com apoiadores.
Imagem: Folha de S.Paulo

Apesar de uma temporada difícil para lideranças religiosas nas urnas, o pastor Silas Malafaia conseguiu manter sua influência ao apoiar 36 candidatos, dos quais 20 foram eleitos. Seus apoiados incluem deputados federais e estaduais, além de candidatos ao Senado, mesmo diante de perdas na política. Os resultados mostram um cenário de mudanças para grupos ligados às grandes igrejas do país.

O pastor Silas Malafaia, uma das figuras mais influentes do meio evangélico no Brasil e aliado próximo da família Bolsonaro, sobreviveu à avalanche de derrotas que atingiu lideranças religiosas nas eleições parlamentares de 2024, segundo informações de uma fonte próxima a ele. Malafaia apoiou oficialmente 36 candidatos ao Senado, e a expectativa de seus aliados é que pelo menos 20 desses tenham conquistado a vitória nas urnas. Entre os nomes apoiados estão deputados federais como Marco Feliciano, Sóstenes Cavalcante, Felipe Martins e Fábio Souza, que conseguiram se reeleger, reforçando o peso de seu apoio nas eleições.

Além disso, o apoio do pastor alcançou candidatos a cargos estaduais, incluindo três deputados que tiveram destaque na eleição para a Assembleia Legislativa de São Paulo. Dentre eles estão Lisboa, eleito pelo PL, e Sargento Neto, também pelo mesmo partido na Paraíba. Um nome que chamou atenção foi o de Alexandre Isquierdo Malafaia, que, apesar de não ser parente de Silas Malafaia, adotou o sobrenome nas urnas por razões eleitorais e será o substituto de Samuel Malafaia, que não concorreu neste ano após cumprir cinco mandatos. É importante destacar que nenhuma dessas informações foi oficialmente confirmada pelo episcopado ou pelos candidatos.

Entretanto, a eleição de 2026 apresentou um cenário de mudanças para os grupos religiosos. A Frente Parlamentar Evangélica da Assembleia Legislativa de São Paulo, que conta atualmente com 31 integrantes, perdeu dez parlamentares que não conseguiram se reeleger, refletindo alguma instabilidade no alinhamento político das lideranças religiosas com o cenário parlamentar, especialmente nas grandes cidades e estados mais influentes. Os resultados também indicam que candidatos apoiados pelo meio evangélico tiveram uma performance desigual, sofrendo derrotas principalmente na Câmara dos Deputados, segundo uma análise preliminar de fontes especializadas.

Apesar de ser considerado um dos principais apoiadores de figuras do movimento evangélico, Silas Malafaia ainda não se pronunciou oficialmente sobre os resultados, e as notícias oficiais da sua assessoria ou de seus apoiados ainda não foram divulgadas. O contexto traz à tona a complexidade de manter uma influência consolidada em um cenário político cada vez mais fragmentado, especialmente para líderes religiosos que apoiaram nomes diversos nas eleições de 2024. Resta acompanhar os próximos passos e declarações para entender a real dimensão dessa influência e suas futuras estratégias eleitorais, abrindo espaço para debates sobre o papel da religião na política brasileira.

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O que sabemos?

  • Malafaia apoiou 36 candidatos ao Senado, com 20 eleitos.
  • Ele apoiou também candidatos à Câmara e às assembleias legislativas, incluindo cinco deputados federais reeleitos.
  • Três deputados estaduais apoiados por Malafaia também venceram, sendo eles Lisboa, Sargento Neto e Alexandre Isquierdo Malafaia.
  • Samuel Malafaia, que conquistou cinco mandatos, não concorreu nesta eleição, e seu sucessor será Alexandre Isquierdo Malafaia.
  • A Frente Parlamentar Evangélica de São Paulo perdeu dez membros na atual legislatura, refletindo mudanças na influência política evangélica.

Fontes

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