Durante debate promovido pelo Grupo RBS, candidatos ao governo do Rio Grande do Sul discutiram ações para prevenir enchentes, a implementação de escolas cívico-militares, segurança pública e outras demandas da população gaúcha.
No debate realizado nesta terça-feira (29), promovido pelo Grupo RBS — afiliada da TV Globo — os candidatos ao governo do Rio Grande do Sul abordaram temas considerados essenciais para a realidade do estado, como a prevenção de enchentes, educação, segurança pública e saúde. Participaram os candidatos Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Marcelo Maranata (PSDB) e Luciano Zucco (PL). Segundo informações divulgadas até o momento, Zucco lidera a pesquisa de intenção de voto, com 29%, seguido por Juliana Brizola, com 23%. Ainda não se sabe se esses números refletem o total de adesões ao longo da campanha ou se há alterações próximas às eleições.
Um dos pontos centrais do debate foi o tema da educação, especialmente as escolas cívico-militares, que gerou confronto direto entre Juliana Brizola e Zucco. A candidata do PDT afirmou que apoia o modelo, mas distingue sua posição da proposta do adversário, ressaltando que, na sua visão, a escola deve ser laica e livre de disputas ideológicas. "Eu votei a favor das escolas cívico-militares. A escola cívico-militar do Zucco não tem nada a ver com a que temos aqui", declarou Juliana. Por sua vez, Zucco afirmou que sua proposta não deve ser associada a uma ideologia e defendeu o modelo como uma alternativa eficiente para a educação no estado, dizendo que "não vou misturar ideologia com resultado".
Outro tema crítico foi a valorização dos professores. Juliana apontou que há uma desvalorização da categoria no Rio Grande do Sul, dificultando a atração de novos profissionais para a Educação. "Aqui no RS ninguém mais quer ser professor", afirmou, cobrando ações concretas para melhorar as condições de trabalho e remuneração.
Na área de segurança pública, Zucco defendeu o fortalecimento dos servidores e o combate às facções criminosas, além de destacar a importância de cuidar da saúde mental dos agentes. O candidato também abordou a necessidade de iniciativas específicas para a prevenção do feminicídio, incluindo medidas para afastar agressores da ambiente das vítimas, buscando diminuir índices de violência contra as mulheres.
O debate também abordou a questão das enchentes, um problema recorrente no estado. Juliana questionou o andamento das obras de proteção contra enchentes, alegando que a população ainda não tem informações claras sobre quais intervenções estão completas ou em andamento. Gabriel Souza respondeu que existem 240 obras relacionadas à reconstrução e proteção contra eventos climáticos, além de afirmar que o governo quadruplicou o tamanho da Defesa Civil. Segundo ele, uma mudança radical na gestão dessas obras poderia gerar atrasos, o que, a seu ver, não seria desejável no momento. Juliana, por sua parte, criticou a lentidão na execução dessas obras e sugeriu a criação de protocolos específicos para orientar a população em futuras emergências, além de defender que recursos não sejam paralisados durante esse período de demandas de infraestrutura.
Ainda que as promessas e propostas tenham se centrado em temas de grande impacto social e ambiental, ainda não há confirmação oficial de recursos específicos ou projetos concluídos. De acordo com fontes, a situação fiscal do estado e a necessidade de recursos federais continuam sendo apontadas como desafios, especialmente na prevenção de desastres naturais e na recuperação de áreas afetadas por enchentes.
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O que sabemos?
✓Candidatos ao governo do RS participaram de debate na TV Globo em 29 de agosto.
✓Zucco lidera a pesquisa de intenções de voto com 29%, seguido por Juliana Brizola com 23%.
✓Discutiram propostas para escolas cívico-militares, segurança pública, enchentes e saúde.
✓Juliana afirmou que votou a favor das escolas cívico-militares, mas diferenciado as propostas.
✓Zucco defendeu o modelo como uma alternativa e afirmou que não deve ser ligado a ideologias.
✓Juliana criticou a lentidão nas obras de proteção contra enchentes e pediu protocolos claros.
✓Gabriel Souza informou que há 240 obras relacionadas às enchentes e que a Defesa Civil foi amplamente ampliada.
✓Parte da discussão envolveu a relação do estado com o governo federal na obtenção de recursos para emergências.
✓Ainda não há confirmação oficial sobre recursos ou ações específicas relacionadas às obras de enchentes.