Violência é principal preocupação de 33% dos eleitores para as eleições de 2024
Pesquisa Quaest revela medo da população diante de mais de 40 mil assassinatos em 2025 e alta presença de facções criminosas
Um terço dos brasileiros que vão às urnas em outubro consideram a violência sua maior preocupação. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública indicam que, apesar da queda no número de mortes violentas, os índices continuam altos, com destaque para feminicídios, roubos e crimes cibernéticos. Especialistas discutem propostas para enfrentar o problema.
Segundo a mais recente pesquisa Quaest, divulgada durante o programa O Assunto #1794, 33% dos brasileiros que votarão em outubro apontam a violência como sua maior preocupação eleitoral, índice que supera temas como economia, saúde e corrupção. O dado revela a dimensão do temor da população diante da insegurança no país.
O panorama não é alentador. Conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado para o ano de 2025, mais de 40 mil brasileiros foram assassinados, número que, apesar de uma tendência de queda, ainda representa um impacto significativo na segurança pública do país. Além das mortes violentas, outros crimes alarmam especialistas e sociedade, como feminicídios, roubos e furtos de celulares, além de estelionatos e crimes cibernéticos em níveis elevados.
O contexto se agrava ao considerar que cerca de 70 milhões de brasileiros afirmam viver em bairros onde há presença ativa de facções criminosas, fator que contribui para a sensação de insegurança e os altos índices de criminalidade. A influência dessas organizações dificulta o enfrentamento da violência e fortalece a criminalidade em diversas regiões do país.
Para entender quais caminhos estão sendo propostos para a redução da violência, a repórter da GloboNews Isabela Leite, que acompanha segurança pública há anos, foi convidada a discutir as principais propostas dos candidatos nas eleições à frente do programa especial. Junto dela, o produtor Marco Antônio Martins ouviu especialistas como Alessandro Visacro, escritor e analista da área, Bruno Langeani, consultor sênior do Instituto Sou da Paz, e Bruno Paes Manso, professor e pesquisador, que contribuíram com análises sobre o desafio da segurança no Brasil.
A temática também contou com a participação da juíza Luciana Rocha, responsável pela Coordenadoria da Mulher no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, que destacou a importância do combate aos feminicídios e violência de gênero. Além disso, Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, e Roberto Uchôa, ex-policial federal e pesquisador da Universidade de Coimbra, trouxeram a experiência de gestão e pesquisa para o debate, indicando caminhos possíveis para políticas públicas mais efetivas.
Esse debate é fundamental perante uma crise que, embora em ligeira retirada segundo alguns indicadores, ainda concentra milhares de vítimas e compromete a qualidade de vida da população brasileira. A importância de se atentar às propostas de segurança pública nas urnas se mostra cada vez maior, em um país onde a sensação de medo está presente para uma parcela significativa da população.
O que sabemos?
- 33% dos eleitores brasileiros têm a violência como maior preocupação nas eleições de outubro.
- Mais de 40 mil assassinatos foram registrados em 2025, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
- Quase 70 milhões de brasileiros vivem em bairros com presença de facções criminosas.
- Especialistas e autoridades discutem propostas para enfrentar diferentes aspectos da violência.
O que ainda não foi confirmado?
- Informação divulgada apenas por G1; aguardando outras fontes.
Fontes
- G1 imprensa


