Policial

Governo de Rondônia entra na lista suja de trabalho escravo pela primeira vez

Confirmada por múltiplas fontes ?

Estado é destaque na atualização do ministério, após flagrantes envolvendo dois trabalhadores

Imagem ilustrativa de trabalhadores em condições degradantes
Imagem: Agência Brasil

Em nova lista divulgada pelo Ministério do Trabalho, Rondônia aparece pela primeira vez desde 2003, após fiscalização que identificou condições análogas à escravidão.

O governo de Rondônia foi oficialmente incluído nesta terça-feira (6) na chamada 'lista suja' do trabalho escravo, mantida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, marcando a primeira vez que o estado figura nesse cadastro desde sua criação, há quase 20 anos. Segundo fontes do ministério, a inclusão ocorreu após fiscalização em que foram encontrados dois trabalhadores em condições degradantes de trabalho, consideradas análogas à escravidão, embora o processo ainda esteja em sigilo. A atualização da lista contou com a inclusão de 82 novos empregadores, sendo 54 pessoas físicas e 28 pessoas jurídicas, totalizando 553 trabalhadores libertados ao longo dos procedimentos. Dados divulgados indicam que, comparado com a última atualização, em abril de 2026, houve uma redução de 51,48% no número de novos empregadores inscritos nesta lista, o que pode refletir mudanças na fiscalização ou nas práticas empregatícias. A reportagem da Folha de S.Paulo buscou uma resposta do governo de Marcos Rocha, pelo envolvimento do Estado, por volta das 11h30 desta terça, mas ainda não obteve resposta oficial. Quem é que compõe essa lista? Os registros incluem atividades variadas e diferentes tamanhos de grupos de trabalhadores libertados. Entre os exemplos mais enfatizados está o caso do Garimpo Filão dos Abacaxis, localizado em Maués, Amazonas, onde, em fiscalizações realizadas em 2024 e 2025, mais de 50 trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão. Segundo fontes do ministério, essas ocorrências envolvem tanto operações de grande escala quanto casos pontuais, como serviços domésticos na capital e atividades rurais e de mineração em regiões remotas. Apesar do impacto social de tais operações, o processo do Estado de Rondônia ainda não foi divulgado oficialmente, e a administração estadual ainda não se pronunciou sobre o assunto. Ainda não se sabe ao certo o que levou o governo a entrar na lista neste momento, mas o fato marca uma mudança de reconhecimento da fiscalização e uma chamada à atenção sobre as condições de trabalho no estado, que agora passa a fazer parte desse controverso cadastro. A importância da lista está na sua capacidade de expor empresas e indivíduos que, mesmo sob fiscalização, persistem em manter trabalhadores nessas condições. Assim, a inclusão de Rondônia, até então ausente, reforça o combate e a responsabilização dos responsáveis por práticas trabalhistas ilegais e degradantes no Brasil.

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O que sabemos?

  • Governo de Rondônia entrou na lista suja do trabalho escravo em 2026.
  • Foram incluídos 82 novos empregadores na lista, entre eles pessoas físicas e jurídicas.
  • A fiscalização identificou dois trabalhadores em condições análogas à escravidão no estado.
  • O processo ainda está em sigilo e sem resposta oficial do governo de Marcos Rocha.
  • Houve uma redução de 51,48% no número de novos empregadores na lista em relação à última atualização.

Fontes

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