Protestos estudantis na França atingem nível crítico e preocupam o governo
Movimento cresce após três semanas de blocos em liceus, com possíveis consequências na política do país
As manifestações de estudantes na França atingiram seu ponto mais grave até agora, com milhares de participantes e episódios de violência que mobilizam as autoridades. As autoridades alertam para o impacto do movimento na política e na sociedade francesa.
As manifestações de estudantes na França chegaram a um momento considerado o mais intenso desde o início dos protestos cerca de três semanas atrás. Segundo dados do Ministério do Interior, participaram nesta terça-feira (6) cerca de 256 mil manifestantes em mais de 40 cidades, incluindo 56 mil em Paris. Contudo, organizações que representam os estudantes, como a USL, FAGE, Union étudiante e UNEF, estimam que o número de participantes seja ainda maior, variando entre 100 mil e 450 mil.
O crescente movimento, que começou com bloqueios em liceus e instituições de ensino secundário, agora atinge também universidades, com aproximadamente 40% das instituições públicas de ensino superior afetadas. O governo francês demonstrou preocupação com a evolução da situação, especialmente pelo fato de que o movimento estaria se intensificando, atingindo diferentes níveis do sistema educacional e ameaçando uma maior disseminação.
Segundo fontes, a situação na rua já provocou episódios de confronto entre manifestantes e forças de segurança. A polícia utilizou gás lacrimogêneo para dispersar os aglomerados, e há relatos de feridos tanto entre estudantes quanto entre funcionários das escolas. Ainda de acordo com informações divulgadas por um representante do governo, 215 estudantes e 85 funcionários, incluindo diretores e vice-diretores, ficaram feridos durante os confrontos. O mesmo representante declarou que
Fontes
- CNN Brasil imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa




