Haiti adia indefinidamente eleições previstas para dezembro
Crise política e violência armada complicam processo eleitoral no país caribenho
O Conselho Eleitoral do Haiti anunciou o adiamento das eleições presidenciais e legislativas, que estavam marcadas para dezembro. A decisão foi motivada pelas graves crises de segurança e instabilidade no país.
Nesta terça-feira (6), o Conselho Eleitoral provisório do Haiti comunicou oficialmente o adiamento por tempo indeterminado das primeiras fases do processo eleitoral, que tinha as eleições presidenciais e legislativas agendadas para dezembro. Segundo a nota divulgada, o calendário eleitoral ainda não possui uma nova data definida, mas será publicado assim que possível. O primeiro turno, anteriormente marcado para 13 de dezembro de 2026, e o segundo, para 21 de fevereiro de 2027, não terão mais validade neste momento, devido às circunstâncias que envolvem o país.
O Haiti, considerado o país mais pobre das Américas, enfrenta uma crise multifacetada: política, econômica e de segurança. Nos últimos anos, a violência armada tem se agravado, alimentada por ações de gangues que têm se tornado cada vez mais violentas. Segundo fontes, esses grupos estão envolvidos em assassinatos, estupros e recrutamento de menores, aumentando o caos que já assola a nação. A última eleição realizada no país ocorreu em 2016, e após o assassinato do então presidente Jovenel Moïse, em 2021, o Haiti ficou sem um sucessor oficial, o que aprofundou ainda mais a instabilidade política.
Governos sucessivos tentaram realizar novas eleições, mas a insegurança constante, assim como o conflito com gangues armadas, dificultaram qualquer avanço nesse sentido. Ainda não há confirmação oficial sobre uma nova data para o pleito, e o Conselho Eleitoral afirmou que o calendário será divulgado
O que sabemos?
- O Conselho Eleitoral do Haiti adiou as eleições por tempo indeterminado.
- As eleições estavam marcadas para dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.
- O país vive uma crise política e de segurança agravada por gangues armadas.
- A última eleição ocorreu em 2016, e o atual governo não conseguiu realizar novas eleições após o assassinato do ex-presidente.
Fontes
- UOL Notícias imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa




