Policial

Primeira aplicação de medida protetiva da Lei Maria da Penha no contexto eleitoral no Brasil

Em apuração ?

Decisão inédita no país visa proteger candidata de agressão durante campanha no RN

Imagem ilustrativa de uma campanha eleitoral com foco na segurança e proteção às mulheres
Imagem: G1

Uma candidata no Rio Grande do Norte recebeu, pela primeira vez no Brasil, uma medida protetiva baseada na Lei Maria da Penha, após sofrer uma abordagem considerada agressiva. Decisão foi tomada pela Justiça Eleitoral e estabeleceu várias restrições ao agressor.

Uma candidata a cargo eletivo no Rio Grande do Norte ficou no centro de uma decisão inédita no Brasil, ao receber uma medida protetiva baseada na Lei Maria da Penha, que normalmente é aplicada em casos de violência doméstica. Segundo informações do Ministério Público Eleitoral, a medida foi concedida após a candidata sofrer uma abordagem considerada agressiva, intimidatória e constrangedora pela pessoa apontada como agressor. Ainda não há confirmação oficial do nome da candidata ou do agressor, pois o processo tramita sob segredo de Justiça, mas a decisão é reconhecida como um marco na legislação brasileira.

De acordo com o MP, a ação teve origem na denúncia feita pela própria candidata, que relatou ter sua rotina de campanha alterada após o episódio. A promotoria destacou que a medida busca garantir a integridade física e psicológica da candidata, além de proteger seus familiares. A Justiça determinou, entre outras medidas, que o agressor mantenha uma distância mínima de 200 metros da candidata e de seus familiares, tanto em locais públicos quanto privados, incluindo eventos de campanha. Ele também está proibido de manter contato por telefone, mensagens ou redes sociais com a vítima e seus protegidos, seja diretamente ou por terceiros.

Outra inovação dessa decisão é a proibição de o agressor produzir, publicar, compartilhar ou divulgar qualquer conteúdo que exponha a candidata ou que caracterize violência de gênero contra ela. A decisão reforça o entendimento do STF, que ampliou a aplicação da Lei Maria da Penha para além do ambiente doméstico, considerando situações de violência de gênero fora do contexto familiar. Ainda segundo o MP, o descumprimento dessas restrições pode levar à prisão preventiva do agressor, reforçando a gravidade da medida.

Segundo ainda o Ministério Público, essa aplicação foi um esforço conjunto da Promotoria Eleitoral da 1ª Zona de Natal e representa a primeira vez que uma medida protetiva dessa natureza, baseada na Lei Maria da Penha, é aplicada no contexto eleitoral. O objetivo principal é prevenir novos ataques e garantir a segurança da candidata durante o período de campanha, que costuma envolver aglomerações e contato com o público. O caso revela uma mudança importante na legislação de proteção às mulheres, destacando a preocupação do sistema judiciário em atuar de forma mais abrangente contra a violência de gênero, mesmo fora do ambiente familiar.

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O que sabemos?

  • Uma candidata no RN recebeu medida protetiva baseada na Lei Maria da Penha.
  • A decisão foi divulgada em 11 de outubro de 2023.
  • A medida estabelece restrições ao agressor, incluindo distância mínima de 200 metros.
  • O processo tramita em segredo de Justiça.
  • É a primeira aplicação dessa medida no âmbito eleitoral no Brasil.

Fontes

  • G1 imprensa
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