Policial

Mordida em uma maçã revelou um roubo de diamante em hotel de Paris

Em apuração ?

Funcionária encontrou uma joia rara ao consumir um lanche durante a limpeza

Imagem ilustrativa de uma maçã e uma joia rosa antiga
Imagem: CNN Brasil

Durante uma rotina de limpeza, uma camareira em Paris descobriu acidentalmente um diamante rosa avaliado entre milhões de euros, após morder uma maçã na mala de um hóspede. O episódio remete a um antigo roubo de joias em um castelo famoso na França.

Uma história inusitada envolvendo um diamante raro e uma maçã na mala de um hotel em Paris chamou atenção nesta semana, após uma camareira descobrir a joia ao morder um lanche que encontrou enquanto arrumava o quarto de um jovem hóspede. Segundo a fonte, a funcionária, identificada como Suzanne Schiltz, relata que o episódio aconteceu em dezembro de 1926, durante sua rotina de limpeza em um dos hotéis mais tradicionais da capital francesa. Ainda que não seja confirmado oficialmente, ela afirma que, ao tirar uma maçã da mala, acabou comendo o fruto e, na sequência, percebeu que seus dentes bateram em algo extremamente duro, um diamante rosa de nove quilates, considerado um dos mais raros da França.

Para entender a relevância histórica da peça, é importante voltar no tempo, até um roubo de grandes proporções ocorrido dois meses antes, em outubro daquele mesmo ano. Segundo informações obtidas de uma fonte, dois jovens considerados ladrões de pouca experiência, com pouco mais de 20 anos, invadiram o Castelo de Chantilly, no norte de Paris, e furtaram mais de 75 peças de joias, avaliadas em cerca de US$ 3 milhões na época, o equivalente a aproximadamente R$ 15 milhões atuais. Apesar do sucesso na ação, eles não conseguiram vender todas as joias, deixando um rastro que facilitou a investigação policial. Os suspeitos eram, na verdade, ex-aviadores franceses, considerados despreparados para o crime, o que surpreende diante do valor do roubo.

Entre as joias roubadas, destacava-se o diamante conhecido como Grand Condé. Segundo a mesma fonte, essa gema fazia parte da herança da família Condé desde o século XVIII e tinha uma origem incerta, podendo ter vindo de regiões como Índia, Bornéu ou Brasil. Documentos históricos mostram que o diamante foi uma das primeiras joias da família, tendo sido herdeira de uma medalha da Ordem do Tosão de Ouro, antes de ser colocado em um anel. Desde 1740, ela fazia parte de uma tradição simbólica, com o primeiro-ministro Louis Henri de Bourbon, príncipe de Condé, sendo seu primeiro proprietário na França. Ainda não há uma estimativa precisa do seu valor atual, mas especialistas afirmam que diamantes rosa raros, como o Grand Condé, estão entre os mais caros do mercado, chegando a centenas de milhões de reais em vendas pontuais. Uma gema semelhante foi avaliada em até US$ 600 mil na década de 1980, e uma outra de tamanhos maiores foi vendida por US$ 46 milhões em 2010.

Segundo o curador do Musée Condé, Mathieu Deldicque, a origem do diamante confere a ele um valor histórico que nenhum outro diamante rosa possui atualmente. Ele confirmou que o diamante será exibido em uma grande exposição no Castelo de Chantilly em outubro, como parte das comemorações pelo centenário do roubo, sendo a primeira vez em um século que a peça será exibida ao público de forma aberta. Ainda assim, a fonte destacou que todo esse contexto aumenta a curiosidade sobre como essa joia foi parar na mala de um jovem e como ela entrou na história recente da França, com impacto até hoje na preservação de seu patrimônio cultural. A polícia ainda não se pronunciou oficialmente sobre possíveis investigações ou desfechos relacionados ao episódio, que permanece envolto em mistério, aguardando confirmações adicionais.

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O que sabemos?

  • Uma camareira descobriu um diamante rosa na mala de um hóspede em Paris.
  • O diamante foi encontrado após ela comer uma maçã na mala.
  • O diamante faz parte da herança da família Condé e será exibido em uma exposição em outubro.
  • O roubo de joias no Castelo de Chantilly ocorreu dois meses antes, em outubro de 1926, e foi atribuído a dois jovens ex-aviadores.
  • Eles furtaram mais de 75 peças avaliadas em US$ 3 milhões na época.

Fontes

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