Policial

Marcas do 11 de setembro permanecem como símbolo de impacto global 25 anos após ataques

Em apuração ?

Aniversário lembra os desdobramentos e a persistente influência do grupo extremista Al-Qaeda no cenário mundial

Imagem ilustrativa relacionada aos ataques de 11 de setembro de 2001
Imagem: CNN Brasil

Há 25 anos, os ataques às Torres Gêmeas e ao Pentágono marcaram uma das maiores tragédias do século XX. Apesar dos reveses, a organização ainda inspira militantes e influencia conflitos na atualidade.

Há exatos 25 anos, o mundo assistia com choque e incredulidade ao sequestro e ataque de quatro aviões por integrantes da Al-Qaeda, uma rede jihadista fundada por Osama bin Laden. Os sequestros culminaram no colapso das Torres Gêmeas, em Nova York, e em um ataque ao Pentágono, deixando quase 3.000 vítimas fatais. Segundo fontes, esses atos marcaram profundamente a história global, inaugurando uma nova fase na luta contra o terrorismo internacional e colocando a organização no centro de atenções mundiais.

Nos anos seguintes, a Al-Qaeda, criada na década de 1980 e impulsionada por Bin Laden, que foi expulso do Sudão e teve sua cidadania saudita cassada em 1994, expandiu suas ações e influencia. Ainda segundo fontes, seus primeiros ataques reconhecidos pelos Estados Unidos datam de 1992, contra hotéis no Iêmen, com o objetivo de atacar tropas americanas na Somália. No Afeganistão, a organização apoiou campos de treinamento e declarou jihad contra as forças americanas que na década de 1990 ocupavam a região, especialmente após a invasão liderada pelos EUA em 2001 que derrubou o Talibã e retirou a Al-Qaeda de suas bases.

Elementos importantes dessa história, como a captura do planejador principal, Khalid Sheikh Mohammed, ocorrida no Paquistão em 2003, foram destacados por fontes, que também apontam que ele teria confessado, em 2007, ter planejado os ataques de 11 de setembro do começo ao fim. Ainda aguarda julgamento, em uma controvérsia jurídica que dura duas décadas, segundo informações recentes. Em 2011, Bin Laden foi morto em uma operação das forças especiais americanas na cidade paquistanesa de Abbottabad, encerrando oficialmente uma fase do grupo, que desde então vem sofrendo golpes e reveses, mas que, de acordo com especialistas, ainda serve como inspiração para militantes, sobretudo na África.

Apesar do enfraquecimento do grupo em seus territórios principais, fontes indicam que a Al-Qaeda permanece como uma fonte de apoio e influência para grupos insurgentes em várias regiões. A organização, que também enfrentou o surgimento de rivais como o Estado Islâmico, continua sendo tema de preocupação internacional ao representar uma ameaça, especialmente por sua capacidade de inspirar ataques e mobilizar militantes radicais. Ainda não há confirmações oficiais de que a rede tenha retomado operações de grande escala, mas o impacto de suas ações e sua história de resistência reforçam sua relevância na pauta de segurança global.

O futuro da organização e sua influência continuam sendo objeto de análise e investigação por entidades de inteligência ao redor do mundo, que tentam entender até que ponto a Al-Qaeda consegue se reerguer ou manter sua força preparatória para novos ataques. Assim, o cenário de 25 anos após os ataques de 11 de setembro revela um grupo que, apesar de derrotas e perdas, permanece como símbolo de uma ameaça complexa e persistente, cuja história e impacto ainda reverberam na geopolítica mundial.

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O que sabemos?

  • A Al-Qaeda realizou ataques em 11 de setembro de 2001, matando quase 3.000 pessoas.
  • O grupo foi criado no final da década de 1980, liderado por Osama bin Laden.
  • Bin Laden foi morto por forças americanas em 2011 durante operação no Paquistão.
  • Apesar de enfraquecida, a Al-Qaeda ainda serve como inspiração para militantes, especialmente na África.
  • Seu fundador teve cidadania saudita cassada e foi expulso do Sudão na década de 1990.

Fontes

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