Policial

Polícia de Minas Gerais prende quadrilha que usava aplicativos de transporte para roubar passageiras

Em apuração ?

Grupo utilizava veículos alugados e perfis falsos para atrair e ameaçar vítimas em BH

Policiais durante operação que prendeu criminosos em Minas Gerais
Imagem: G1

Uma operação policial em Minas Gerais resultou na prisão de membros de uma quadrilha que roubava passageiras de aplicativo, usando estratégias como esconder-se no porta-malas e ameaçar suas vítimas. Ainda há suspeitas e apurações em andamento.

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, uma operação ocorreu recentemente para desmantelar uma quadrilha especializada em roubo de mulheres durante corridas de aplicativos na capital mineira. A investigação revelou que o grupo utilizava perfis falsos cadastrados na plataforma, embora o carro usado nos crimes fosse alugado e diferente daquele registrado na conta dos aplicativos, levantando suspeitas sobre possíveis furtos de dados de contas legítimas.

De acordo com o delegado responsável pela investigação, Flávio Grossi, o método empregado pelos criminosos incluía estratégias cuidadosas. "O motorista realizava a corrida e, em determinado momento, dava uma desculpa para abrir o porta-malas, geralmente alegando algum problema na viagem. Nesse momento, um outro indivíduo saía do veículo e ameaçava a passageira", explicou Grossi. Uma das vítimas, segundo relato à polícia, ficou sob o controle dos criminosos por aproximadamente uma hora e meia, tendo que compartilhar senhas de bancos, fazer saques e transferências sob ameaça.

Um detalhe que chamou atenção na operação foi a participação de um dos presos, que tinha a função de se esconder no porta-malas para dar apoio às ações ilegais. Ainda não há confirmação oficial se o motorista que atuava nos roubos já tinha passado por outras infrações ou se tinha antecedentes criminais antes de se envolver na quadrilha. A polícia está investigando se os donos dos perfis utilizados nos aplicativos são cúmplices ou se tiveram seus dados furtados sem autorização. Um suspeito envolvido no caso ainda está foragido.

A plataforma Uber, uma das mais usadas na região, declarou que tem colaborado com as investigações e que já desativou a conta do motorista que estaria envolvido. Segundo a empresa, ela mantém parcerias com uma empresa de Tecnologia da Informação para verificar os dados dos motoristas e veículos, realizando também checagens periódicas de antecedentes criminais e reconhecimento facial, reforçando o compromisso em garantir a segurança dos usuários.

A Polícia Civil ainda não confirmou oficialmente todas as informações, aguardando detalhes de outras fontes. Ainda assim, o caso destaca a vulnerabilidade de passageiros, especialmente mulheres, ao usarem aplicativos de transporte. As investigações continuam para esclarecer detalhes sobre a origem dos perfis falsos e possíveis ligações com outros crimes, além de localizar o suspeito que permanece foragido.

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O que sabemos?

  • Quadrilha foi presa pela Polícia Civil em Minas Gerais
  • Utilizavam perfis falsos cadastrados em plataformas de transporte
  • Carros utilizados eram alugados e diferentes dos registrados na plataforma
  • Suspeitos ameaçavam passageiras, sobretudo mulheres
  • Uma pessoa tinha a função de se esconder no porta-malas para apoiar os roubos

Fontes

  • G1 imprensa
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