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Mudanças na Polícia Federal: novo comandante interino é nomeado após afastamento de diretor

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William Murad assume temporariamente a direção-geral da PF após decisão do Supremo Tribunal Federal

Imagem de William Murad, recém-empossado interinamente na direção da Polícia Federal
Imagem: G1

Após a decisão do ministro André Mendonça de afastar o então diretor-geral, Andrei Rodrigues, William Marcel Murad foi nomeado interventor na Polícia Federal. A medida faz parte de uma investigação que envolve monitoramento sistemático de integrantes da própria instituição.

Nesta terça-feira (8), uma movimentação importante marcou o comando da Polícia Federal. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o afastamento do então diretor-geral, Andrei Rodrigues, em meio a uma investigação que envolve monitoramento de altos membros da instituição, incluindo o relator do caso e o advogado-geral da União. Em seu lugar, assumiu de forma interina William Marcel Murad, que é delegado de carreira desde 2002 e até então ocupava a diretoria-executiva da corporação, a segunda posição na hierarquia da PF.

A nomeação de Murad para o comando temporário da Polícia Federal faz parte de uma estratégia do governo federal, que ainda não confirmou oficialmente as motivações completas por trás da operação. Segundo informações de uma fonte vinculada à apuração, a decisão foi tomada após a Polícia Federal monitorar, de forma sistemática, seus próprios integrantes por mais de 30 dias, levantando suspeitas sobre possíveis irregularidades que ainda não foram totalmente esclarecidas. Ainda não há confirmação oficial de quem solicitou ou autorizou a medida, e o clube não se pronunciou sobre o tema até o momento.

William Murad possui forte formação técnica e especialização em inteligência, além de ter atuado nas áreas de combate ao crime organizado, tráfico de drogas, tecnologia e gestão operacional ao longo de sua trajetória. Segundo uma fonte ligada à apuração, sua experiência na corporação soma mais de duas décadas dedicadas à segurança pública e inteligência policial, o que o torna uma figura considerada por alguns como preparada para assumir temporariamente a liderança da PF durante o período de crise. Apesar do preparo, o foco agora é entender a extensão dos motivos que levaram ao afastamento de Andrei Rodrigues, cujo destino na instituição ainda não foi divulgado oficialmente.

No âmbito judicial, o afastamento de Rodrigues foi decidido após uma votação eletrônica do plenário virtual do STF, onde os votos favoráveis à manutenção da medida chegaram a três a zero. A votação foi suspensa posteriormente após um pedido de vista feito por Gilmar Mendes, que ainda não se pronunciou sobre uma decisão final. O governo pretende explorar todas as vias legais possíveis, inclusive uma ofensiva no Supremo, alegando que a decisão individual de afastar Rodrigues viola a competência da Presidência na nomeação de comandos na Polícia Federal. Ainda sem confirmação oficial, toda a situação evidencia a instabilidade criada no órgão que, além de suas funções de investigação, passa a ser palco de uma disputa política de alto nível.

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O que sabemos?

  • William Murad assumiu interinamente a direção-geral da Polícia Federal após afastamento de Andrei Rodrigues.
  • A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça do STF na manhã de terça-feira (8).
  • Murad é delegado de carreira desde 2002 e ocupa a diretoria-executiva da PF desde 2025.
  • A decisão do STF ocorreu após monitoramento sistemático de integrantes da Polícia Federal por mais de 30 dias.
  • A votação no plenário virtual do STF terminou 3 a 0 a favor da manutenção do afastamento, mas foi suspensa após pedido de vista de Gilmar Mendes.

Fontes

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