Moradores de Paraty denunciam extorsão por suposta facção criminosa
Relatos apontam ameaças, incêndios e cobranças de taxas em áreas turísticas da cidade
Segundo moradores e comerciantes de Paraty, ações de extorsão atribuídas ao grupo ligado ao CV vêm causando medo e prejuízos na região. Autoridades investigam os casos, que envolvem cobrança de valores e retaliações.
Moradores e comerciantes de Paraty, na costa sul do Rio de Janeiro, relatam uma série de ataques de extorsão praticados por pessoas que se identificam como membros do CV (Comando Vermelho). Segundo relatos colhidos por fontes locais, esses indivíduos têm ameaçado quem se recusa a pagar taxas mensais, que variam entre R$ 500 e R$ 1.000, e, em alguns casos, chegam a incendiar estabelecimentos comerciais, incluindo restaurantes e quiosques.
De acordo com informações obtidas, as cobranças ocorrem tanto no centro histórico da cidade quanto em vilas caiçaras, como Trindade, uma área mais afastada do acesso difícil por estrada sinuosa. Ainda segundo moradores, a cobrança de valores também se estende aos barqueiros que atuam no cais de Paraty, responsáveis por levar turistas às enseadas, uma das principais atrações da região. Essa prática de extorsão parece estar se intensificando na alta temporada de verão, com a expectativa de que os valores aumentem ainda mais nesse período.
A Vila Trindade, que faz parte do parque nacional da Serra da Bocaina e é sob gestão ambiental do ICMBio, também não está imune às ações dessas pessoas. Proprietários de restaurantes, pousadas e lanchonetes que atuam na área têm recebido mensagens individuais em seus celulares, instruindo-os a pagar ou enfrentar as consequências, o que tem causado grande preocupação entre os comerciantes locais. Ainda não há confirmação oficial sobre a autoria dessas ameaças, e a Polícia Civil informou que investiga de forma permanente e estratégica a presença de grupos criminosos na região, sem divulgar detalhes específicos ou suspeitos até o momento.
Por sua vez, a Prefeitura de Paraty declarou que comunicou às autoridades policiais assim que tomou conhecimento do problema e que a Polícia Militar tem intensificado as ações de patrulhamento na cidade e nas vilas próximas. Contudo, relações exatas entre as ações das forças de segurança e os negócios do grupo criminoso ainda não estão totalmente esclarecidas.
Essa situação reforça a preocupação da comunidade local e dos visitantes, que têm visto a cidade, famosa por suas praias e cachoeiras, ser afetada por atividades criminosas que ameaçam tanto a segurança quanto o turismo, principal fonte de renda da região. Ainda não há notícias de prisões ou captura de suspeitos relacionados às ações de extorsão, e as investigações continuam com o objetivo de identificar e combater esses criminosos que, segundo relatos, parecem atuar de forma organizada na área.
O que sabemos?
- Moradores e comerciantes de Paraty relatam extorsão por membros do CV.
- Cobrança de taxas varia entre R$ 500 e R$ 1.000 mensais.
- Incêndios em estabelecimentos são indicados como uma forma de retaliação.
- A prática de extorsão também envolve barqueiros e vilas caiçaras, como Trindade.
- A polícia investiga a atuação de grupos criminosos na região.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa
- UOL Notícias imprensa




