Policial

Mulher de 39 anos recomeça após três meses sob controle de golpista do Tinder em MS

Em apuração ?

Após prisão do suspeito, vítima busca retomar rotina com os filhos em Campo Grande

Mulher de 39 anos ao lado de seus filhos, sorrindo, em campo Grande.
Imagem: G1

Mulher relatavivência traumática sob controle de golpista por três meses, incluindo perdas financeiras e episódios de violência. Suspeito foi preso após investigação policial.

Uma mulher de 39 anos, que preferiu não divulgar o nome, está tentando reconstruir sua vida após passar três meses sob o controle de um homem que conheceu pelo aplicativo de relacionamentos Tinder. Segundo ela, o suspeito, que usava o nome Wellington Vieira da Silva na plataforma, na verdade se chama Heliton Vargas Portela, de 31 anos. A prisão dele aconteceu na última sexta-feira (11), após uma delegada perceber contradições no depoimento da vítima e descobrir a verdadeira identidade do suspeito, o que ainda não foi confirmado oficialmente pelas autoridades.

A vítima afirma que, durante o relacionamento, viveu situação de violência física, sexual, psicológica e financeira. Ela estima que tenha perdido pelo menos R$30 mil ao longo desses meses, além de sofrer ameaças e manipulação emocional. Segundo ela, o comportamento do suspeito mudou após o primeiro mês, quando começou a dizer que ela e os filhos estavam em risco, alegando que o ex-marido dela teria contratado criminosos para matá-los, e até ameaçou colocar fogo na casa. A mulher conta que, a partir dessas ameaças, passou a ser monitorada rigidamente, trocou de número de telefone, deixou de sair livremente e até mesmo foi impedida de usar o próprio banheiro à noite, tendo que avisar a alguém toda vez que queria se levantar.

De acordo com registros policiais, Heliton também apresentava conversas supostamente ameaçadoras atribuídas à mãe e ao ex-marido da vítima, mas a polícia investiga se essas mensagens foram criadas com inteligência artificial, já que ainda não há confirmação oficial sobre essa manipulação digital. O relacionamento, que havia começado com promessa de carinho e proteção, evoluiu para um estado de controle absoluto, levando a vítima a registrar boletins de ocorrência contra familiares, incluindo a mãe, o irmão, o ex-marido e até o ex-cunhado, por determinação do agressor. Sua própria família chegou a desconfiar da identidade do suspeito, mas ela havia se afastado demais para que essa suspeita fosse esclarecida rapidamente.

A mulher relata ainda que a rotina com os filhos foi profundamente afetada, especialmente porque um deles tem deficiência física e mental, dependendo de cuidados constantes. Ela afirma que o namorado chegou a restringir suas ações na casa, e um filho de 15 anos passou a realizar parte das tarefas que antes eram da responsabilidade dela. Ela ressalta que precisou avisar até quando desejava ir ao banheiro ou se levantar durante a madrugada para cuidar de um filho com necessidades especiais. Após a prisão do suspeito, ela tenta agora retomar a autonomia e a liberdade, afirmando que, apesar da sensível situação, está otimista e pronta a seguir sua vida, com o apoio da família e procurando deixá-lo para trás.

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O que sabemos?

  • Mulher de 39 anos passou três meses sob o controle de golpista conhecido como Wellington, na verdade Heliton Portela.
  • Suspeito foi preso na sexta-feira (11) em Campo Grande, MS.
  • Ela afirma ter sofrido violência física, sexual, psicológica e financeira.
  • Perda estimada de pelo menos R$30 mil durante o relacionamento.
  • A mulher busca recomeçar após a prisão, retomando sua rotina com os filhos.

Fontes

  • G1 imprensa
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