Policial

Justiça condena 13 homens por esquema de tráfico internacional que movimentou bilhões

Em apuração ?

Operação Hinterland revelou organização criminosa que enviava cocaína do Brasil para a Europa

Carga de cocaína escondida em cargas de extrato de mimosa a caminho da Alemanha
Imagem: G1

A Justiça Federal condenou 13 indivíduos suspeitos de liderar uma rede de tráfico internacional que opera entre o Brasil e a Europa. As investigações apontam movimentação de mais de R$ 3 bilhões entre 2019 e 2022.

Segundo a Justiça Federal, 13 homens foram condenados por envolvimento em um esquema de tráfico internacional de drogas, uma operação conhecida como Hinterland. Ainda não foram divulgadas as identidades dos condenados, mas as penas variam de 5 anos e 7 meses até 54 anos de prisão, e a sentença determinou a destinação dos bens apreendidos para a União. Uma mulher que também tinha sido processada foi absolvida por falta de provas, conforme informações fornecidas por uma fonte da Justiça.

O início das investigações levantou suspeitas após uma denúncia de uma empresa de Montenegro, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo essa fonte, a denúncia apontou que uma carga de extrato de mimosa, exportada para a Alemanha, estava escondendo cocaína. A carga, avaliada em aproximadamente R$ 380 milhões, tinha 190 sacas de produto, das quais 1,7 tonelada de cocaína foi retirada pelas autoridades alemãs, estimando-se o valor da droga na Europa na época. Ainda segundo a investigação, essa encaixe fez parte de uma rota maior que envolvia duas estruturas principais atuando de forma coordenada.

Segundo a Polícia Federal, o grupo criminoso era dividido em dois núcleos especializadas: um dedicado ao transporte terrestre e aéreo e outro ao envio marítimo. O núcleo terrestre tinha como responsabilidade a entrada da droga pelo país, principalmente por fronteiras com países como Peru, Bolívia e Colômbia, além da atuação na região de fronteira com o Paraguai. Depois, a droga era distribuída para diversos estados brasileiros, incluindo Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Amazonas, além de transporte aéreo entre a Região Norte e outros países da América Latina. Já o núcleo marítimo coordenava o envio de cargas de cocaína em navios, partindo de portos no Rio Grande do Sul, como um ponto de distribuição para o mercado europeu.

Os integrantes do esquema também teriam mantido contato direto com fornecedores na Colômbia e no Peru, utilizando marcas e logotipos próprios para identificar os tabletes de cocaína. Segundo a Polícia Federal, a estrutura marítima do esquema tinha uma organização hierárquica, garantindo a continuidade das operações mesmo com eventuais afastamentos de membros. Ainda não há confirmação oficial se algum integrante está foragido ou se todos foram presos, pois alguns réus já recorreram às instâncias superiores. A investigação detalhou ainda que toda a logística, incluindo o transporte e o ocultamento das drogas, foi facilitada pelos criminosos, que, de acordo com a denúncia, movimentaram mais de R$ 3 bilhões em poucos anos.

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O que sabemos?

  • A Justiça condenou 13 homens por tráfico internacional de drogas.
  • O esquema movimentou mais de R$ 3 bilhões entre 2019 e 2022.
  • A cocaína foi enviada escondida em carga de extrato de mimosa exportada para a Alemanha.
  • A operação revelou a existência de dois núcleos de atuação: terrestre e marítimo.
  • Uma mulher vítima do esquema foi absolvida por falta de provas.

Fontes

  • G1 imprensa
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