Policial

Influencer ligada à máfia italiana é presa e tem 'cabeça avaliada' em R$ 1,4 milhão, aponta PF

Em apuração ?

Investigações revelam esquema de tráfico de drogas e ameaças da 'Ndrangheta a mulher de traficante

Imagem de uma operação policial na cidade de Praia Grande
Imagem: G1

Segundo a Polícia Federal, influenciadora ligada à máfia italiana teve sua 'cabeça' avaliada em aproximadamente R$ 1,4 milhão após traição. Ela foi presa junto de um advogado que, segundo a investigação, operava esquema de lavagem de dinheiro e contatos com traficantes internacionais.

A Polícia Federal prendeu a influenciadora Paula Simões, que possui ligação com a máfia italiana 'Ndrangheta, em uma operação que revelou detalhes perturbadores sobre o envolvimento dela em tráfico internacional de cocaína e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, a mulher, que era coordenadora das atividades após a prisão do marido em 2019, foi ameaçada pela organização criminosa após o descobrimento de um caso extraconjugal com um advogado também investigado na operação.

De acordo com a investigação da PF, a 'cabeça' de Paula teria um valor estimado em aproximadamente 250 mil euros, o que equivale a cerca de R$ 1,4 milhão atualmente. Essa avaliação foi feita pela própria organização criminosa, que teria alertado a influenciadora sobre possíveis retaliações caso ela não se afastasse de seu então parceiro, Patrick Cardoso, advogado e intermediário em contatos com traficantes nacionais e internacionais. Ainda segundo a Polícia Federal, a máfia também teria pressionado Paula a quitar dívidas relativas a carregamentos de cocaína já enviados ao exterior, reforçando sua influência e controle sobre ela.

Segundo informações disponíveis ainda não confirmadas oficialmente, Paula utilizava o codinome 'Chanel' em um aplicativo de mensagens criptografadas para coordenar atividades ilícitas entre janeiro de 2020 e fevereiro de 2021. A investigação revelou que ela intermediava contatos entre fornecedores sul-americanos e investidores europeus, além de participar da movimentação financeira ilegal da organização. Ela também estaria envolvida na coordenação de carregamentos de cocaína, sobretudo no período após a prisão do marido, em 2019, e a partir de uma estrutura que adotava métodos de lavagem de dinheiro, incluindo a locação de uma mansão avaliada em cerca de R$ 1,6 milhão e a emissão de notas fiscais falsas.

Entre os suspeitos relacionados à operação, destaque para o advogado Patrick Raasch Cardoso, de Santos, que, segundo a PF, atuou como intermediário com traficantes internacionais ligados à 'Ndrangheta e também com membros do PCC. A investigação aponta que Patrick teria participado ativamente da estruturação dos esquemas de remessas de drogas, além de lavar dinheiro com recursos originados pelo tráfico e utilizando contatos dentro do sistema prisional, onde teria repassado mensagens de dentro de uma prisão da Penitenciária Federal de Mossoró a outros envolvidos.

Investigações também indicam que a influenciadora teria se conectado, por meio de trocas de mensagens, com líderes de organizações criminosas, incluindo o PCC, uma facção rival e poderosa no Brasil. Ainda não há confirmação oficial sobre a relação dela com o criminoso conhecido como 'Galã', líder da facção no Paraguai atualmente preso na mesma prisão, mas há suspeitas de que ela atuava na logística de transporte e compra de drogas, além de contribuir com a estrutura de lavagem de dinheiro da organização.

Publicidade

O que sabemos?

  • Influenciadora ligada à máfia italiana foi presa pela PF.
  • Ela teve sua 'cabeça' avaliada em cerca de R$ 1,4 milhão.
  • Ameaças da 'Ndrangheta' após descoberta de relacionamento extraconjugal.
  • Ela assumiu a coordenação do tráfico após prisão do marido em 2019.
  • Investigação indica envolvimento com tráfico, lavagem de dinheiro e contatos internacionais.

Fontes

  • G1 imprensa
Publicidade